Senado entrega Prêmio Bertha Lutz em comemoração ao Dia Internacional da Mulher

Da Redação | 08/03/2017, 15h45 - ATUALIZADO EM 08/03/2017, 21h19

O Plenário do Senado ficou lotado para a entrega do 16° Prêmio Bertha Lutz em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quarta-feira (8). O presidente do Senado, Eunício Oliveira, comandou a sessão solene do Congresso Nacional onde foi entregue o Diploma Bertha Lutz a cinco mulheres que, em 2016, contribuíram para a defesa dos direitos femininos e das questões de gênero no país.

Em um discurso no Plenário, Eunício reafirmou a necessidade de apoio permanente às iniciativas que tenham como finalidade o fortalecimento de ações voltadas a igualdade e os direitos da mulher. O presidente do Senado lembrou que o Diploma Bertha Lutz é um tributo do Senado Federal à causa feminina e às questões de gênero. Ao exaltar a atuação de cada uma das cinco agraciadas com o prêmio, o presidente prestou uma homenagem a todas as mulheres brasileiras.

— Quero homenagear todas as mulheres brasileiras, guerreiras célebres ou anônimas da luta cotidiana pela vida. Hoje, as mulheres, sozinhas, dirigem um em cada quatro lares brasileiros. E ocupam, cada vez mais, postos importantes. São trabalhadoras habilidosas, empreendedoras criativas, artistas, cientistas, sindicalistas e políticas. Com o passar dos anos e o avanço da sociedade, já podemos assinalar o aumento na escolaridade das mulheres urbanas; o crescimento do nível de ocupação; a ainda tímida, mas já presente, diminuição das históricas e injustas diferenças salariais entre homens e mulheres. Ainda há muito a ser feito. E é por isso que este dia de homenagens é também um dia de luta. Luta permanente contra a desigualdade e a violência nas relações de poder entre homens e mulheres, que ainda persiste, apesar dos esforços em contrário — destacou Eunício.

O presidente do Senado também prestou uma homenagem a sua mulher, Mônica Paes de Andrade Oliveira, presente na sessão solene.

— A nossa convivência sedimentou em mim exatamente esses princípios humanísticos, igualitários e de segurança que só recebemos no seio de nossas famílias de origem e que me fazem cada vez mais convicto de quão importante é o papel feminino nas nossas vidas — enfatizou Eunício.

Agraciadas

Na 16ª edição do Diploma Bertha Lutz foram agraciadas Denice Santiago Santos do Rosário, major da Polícia Militar da Bahia, comandante da Ronda Maria da Penha — dedicada à prevenção da violência contra a mulher; Diza Gonzaga, que após a morte do filho criou a Fundação Thiago Moraes Gonzaga, para promover ações de prevenção à violência no trânsito; Isabel Cristina de Azevedo Heyvaert, embaixadora do Brasil na República da Sérvia; Raimunda Luzia de Brito, professora universitária e ex-presidente do Coletivo de Mulheres Negras do Mato Grosso; e a jornalista e escritora Tati Bernardi.

Bertha Lutz

Zoóloga de profissão, Bertha Maria Júlia Lutz é conhecida como a maior líder na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras. Ela se empenhou pela aprovação da legislação que outorgou o direito às mulheres de votar e de serem votadas.

A premiação promovida pelo Senado, ocorre anualmente e já homenageou 79 mulheres de ­várias áreas de atuação. Até hoje, apenas um homem, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, recebeu o diploma.  O Conselho do Diploma, presidido pela senadora Simone Tebet (PMDB-MS), é responsável pela escolha dos nomes.

Da assessoria de imprensa da Presidência do Senado

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)