Indicação de Moraes é prejudicial à democracia, diz Gleisi Hoffmann

Da Redação | 21/02/2017, 17h07 - ATUALIZADO EM 21/02/2017, 20h26

Durante a sabatina do advogado Alexandre de Moraes na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que sua indicação para ministro do STF é “prejudicial à democracia” por se tratar de um “militante partidário que faz perseguição política à oposição”. Ela mencionou a repressão policial aos protestos contra o impeachment de Dilma Rousseff.  Já o indicado afirmou que, no cargo de ministro da Justiça, não fez perseguição política nem reprimiu protestos pacíficos.

— Não foram protestos contra o impeachment. Oito pessoas queimaram pneus e um carro na [avenida] 23 de Maio. Isso não é manifestação pacífica — respondeu Alexandre de Moraes, ao defender a relativização dos direitos de manifestantes quando há prejuízos à população.

Gleisi Hoffmann questionou se Alexandre de Moraes, que até pouco era filiado ao PSDB, se consideraria em suspeição nos julgamentos de recursos do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff no STF, das ações relacionadas ao PT e outros partidos de oposição no Tribunal Superior Eleitoral, e em processo envolvendo a Lava Jato. Em resposta, Moraes disse que não vai se considerar impedido em nenhum dos casos.

A senadora também destacou as várias manifestações de várias entidades e da própria opinião pública contra o ministro da Justiça de Michel Temer.

— Isso tudo mostra muito desconforto, muita insegurança e muito temor em relação à sua estada no Supremo Tribunal Federal — observou Gleisi Hoffmann.

Alexandre de Moraes respondeu que é apoiado por importantes entidades nacionais.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)