Senado aprova novos embaixadores de São Tomé e Príncipe e do Vaticano

Da Redação | 14/12/2016, 22h01 - ATUALIZADO EM 15/12/2016, 08h58

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (14) as indicações dos novos embaixadores brasileiros em São Tomé e Príncipe e no Vaticano. O diplomata Luiz Felipe Mendonça chefiará a missão brasileira no estado-sede da Igreja Católica e Vilmar Rogeiro Coutinho ocupará a embaixada brasileira em São Tomé e Príncipe.

São Tomé e Príncipe

Vilmar Rogeiro Coutinho Junior é paulista de Santos e ingressou no Instituto Rio Branco em 1982. Durante sabatina na CRE, defendeu a política do Itamaraty de manter embaixadas em inúmeras nações pequenas, apesar do quadro de aprofundamento de crise econômica. Ele afirmou que São Tomé e Príncipe é um caso peculiar para o Brasil, por ser também um país de língua portuguesa, mas que, além disso, seria muito restrito avaliar nossa presença em pequenos países apenas sob um ponto de vista de natureza contábil.

Lembrou ainda que fatores ligados às relações geopolíticas fazem com que São Tomé e Príncipe, dentre tantas outras nações pequenas e soberanas no mundo, tenham seu voto em diversos organismos internacionais, tendo um peso igual ao de nações grandes como o próprio Brasil.

Vilmar Coutinho reconheceu que até o momento o intercâmbio comercial do Brasil com São Tomé e Príncipe é muito pequeno. Em vários anos, as exportações não chegaram sequer a US$ 1 milhão.

Vaticano

Já Luiz Felipe Mendonça afirmou, ao ser sabatinado na CRE, que o fato de o papa Francisco ser argentino e atuar na superação de questões políticas estruturais da América Latina é uma janela positiva pela qual o Brasil pode estreitar ainda mais seus laços com o Vaticano.

O diplomata também enfatizou a constante preocupação manifestada pelo papa em relação ao aumento das desigualdades sociais em todo o planeta, assim como a defesa intransigente dos direitos humanos e fundamentais, como pautas que possuem grande ressonância com o espírito e o pensamento brasileiros. Mendonça afirmou que pautará sua atuação no Vaticano, em caso de aprovação pelo Plenário, por diálogos com esse direcionamento.

Carioca, Mendonça Filho ingressou na carreira diplomática em 1972. Foi embaixador brasileiro em São Salvador, El Salvador, e em Manágua, Nicarágua. Foi também conselheiro na Delegação junto à Organização dos Estados Americanos (OEA) e conselheiro na Embaixada em Santiago, Chile.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)