Em reunião da Comissão de Desenvolvimento, Senadores criticam decisão que afastou Renan

Da Redação | 06/12/2016, 14h05 - ATUALIZADO EM 06/12/2016, 16h58

Selo_Agenda_BrasilNa abertura da reunião da Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional, na tarde desta terça-feira (6), os senadores criticaram a decisão liminar do ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado por ter se tornado réu de ação penal.

O presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), revelou seu “desapontamento completo” com a decisão de Marco Aurélio. Ele disse que o ex-deputado Eduardo Cunha foi afastado pelo pleno do STF. Otto Alencar disse que não houve direito de defesa por parte de Renan e criticou o que chamou de ativismo judicial de Marco Aurélio.

— Exalto muito o julgador que só fala nos autos e critico muito o julgador que usa a imprensa para se manifestar. Registro aqui o meu protesto — declarou Otto.

O senador Roberto Muniz (PP-BA) pediu “diálogo e entendimento”, pois a situação atual deixa a sociedade intranquila. Na visão do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), “nem havia urgência” na decisão do ministro Marco Aurélio. Ele lembrou que Renan Calheiros seria o segundo na linha sucessória, atrás do presidente da Câmara dos Deputados, e pediu equilíbrio nas decisões institucionais.

— Estamos mergulhados na maior crise econômica, social e institucional na história recente do país e tudo recomenda moderação, harmonia e soma de esforços — disse o senador.

A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional foi criada para analisar os projetos listados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, para integrar a chamada "Agenda Brasil", voltada para a "retomada do crescimento".

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)