Ângela Portela critica a reforma trabalhista

Da Redação e Da Rádio Senado | 16/08/2016, 15h46 - ATUALIZADO EM 16/08/2016, 20h57

A senadora Ângela Portela (PT-RR) afirmou que a proposta de reforma trabalhista que está em discussão no governo e que deve ser apresentada em cerca de 90 dias vai tornar precárias as relações de trabalho e restringir direitos dos trabalhadores.

Ela disse que, pelo que está em discussão, direitos como fundo de garantia, férias e décimo terceiro seriam flexibilizados. Assim, empresas e sindicatos poderiam, por exemplo, negociar o parcelamento do décimo terceiro salário, explicou a senadora.

Ângela Portela alertou que, do que já foi dito, fica claro que o governo interino de Michel Temer pretende reduzir direitos e garantias trabalhistas, sob a desculpa de que isso vai criar mais empregos. Só que as mudanças, segundo a senadora, não vão garantir mais emprego porque não existe relação entre precarização das relações de trabalho e criação de empregos.

— Essa lógica que estão querendo implantar, de que desvalorizar o trabalhador, diminuir salário de trabalhador vai gerar mais empregos, é falsa. Não podemos no Congresso Nacional e aqui no Senado, particularmente, admitir esse retrocesso. Retirar direitos dos trabalhadores é mais do que um golpe político, é um crime contra a nação e não podemos admitir de forma nenhuma.

Segundo Ângela Portela, o PLS 257/2014 e proposta de emenda constitucional (PEC) 241/2016, que fazem parte do ajuste fiscal, vão gerar arrocho salarial do servidor e o cancelamento de progressões estatutárias. Por isso, professores da rede pública de todo o país já estão se manifestando contra mais essas propostas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)