Vestidos de rosa, manifestantes chamam atenção para o Dia Mundial do Câncer

Anderson Vieira | 03/02/2016, 12h05 - ATUALIZADO EM 04/02/2016, 08h36

O verde do gramado em frente ao Congresso Nacional deu espaço para o rosa na manhã desta quarta-feira (3). A fim de marcar o Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, a ONG Recomeçar, com a participação da Procuradoria da Mulher do Senado, cuja titular é a senadora Vanessa Grazziontin (PCdoB-AM), liderou a formação de um laço humano para chamar a atenção para a doença.

Falta de informação e de prevenção adequada continua sendo fator decisivo para mortes que poderiam ser evitadas, conforme relata Edelvais Jeker, de 62 anos. A luta dela contra o câncer de mama começou cedo, aos 17 anos. Depois disso, ela venceu outras duas investidas do tumor.

- A doença se desenvolve rápido. Eu tive acesso imediato ao tratamento pela rede particular. Mas e as mulheres da rede pública que demoram seis meses para uma consulta, um ano para biópsia e mais um ano para a cirurgia? Elas morrem, principalmente as mais jovens, que costumam ter câncer mais agressivos - lamentou Edelvais, que disse à Agência Senado não ter dúvida de que, se tivesse feito seu tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estaria morta.

A luta de Edelvais Jeker inspirou a filha dela, Joana, para criar a ONG Recomeçar - Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília, que defende uma ampla campanha de conscientização.

- Ainda existe muito tabu, medo e preconceito em relação à doença. E isso mata - lastimou.

Ela também reclamou do descumprimento da lei que assegura aos pacientes com câncer o início do tratamento em no máximo 60 dias após a inclusão da doença em seu prontuário no Sistema Único de Saúde.

Painel

Para marcar o Dia Mundial do Câncer, foi lançada campanha global Nós podermos. Eu posso, que explora 20 ações para salvar vidas, alcançar mais igualdade nos cuidados da doença e tornar a luta contra o câncer uma prioridade.

A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) instalou no Salão Azul do Senado um painel para que parlamentares, servidores e visitantes deixem mensagens e sugestões sobre como as pessoas podem agir no combate à doença. As contribuições podem ser feitas hoje e amanhã.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)