Para Jorge Viana, baixa adesão a protestos contra Dilma mostra rejeição a impeachment
Da Redação e Da Rádio Senado | 14/12/2015, 16h37
O senador Jorge Viana (PT-AC) disse nesta segunda-feira (14) que a baixa adesão aos protestos desse domingo (13) pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff é um sinal de que o processo não tem apoio popular. Para ele, o número reduzido de pessoas nas ruas deve ser entendido como um recado para a oposição.
— Eu acho que a grande maioria da população ficou em casa porque entendeu que tem, sim, um esquema montado da oposição com o senhor Eduardo Cunha [presidente da Câmara dos Deputados] para tentar tirar de qualquer jeito a presidenta Dilma do governo. O povo não é bobo. A carapuça tem que ser vestida por todos, especialmente por quem faz oposição neste Brasil: a falta de credibilidade é para a política neste país.
Viana disse ser preciso respeitar os protestos e que eles expressam a insatisfação legítima do povo com a situação do país. No entanto, ressaltou que as causas dessa insatisfação são responsabilidade de toda a classe política e não apenas do governo federal. Para o senador, o problema mais urgente a ser resolvido é a crise política, que agrava e impede a resolução da crise econômica.
O pedido de impeachment da presidente Dilma, na visão do senador, é “bárbaro”, porque se baseia em uma prática que, segundo ele, todos os governos já adotaram — as chamadas pedaladas fiscais. Viana afirmou ainda que o STF decidirá ainda nesta semana sobre o rito correto que o processo terá no Congresso e disse esperar que o tribunal confirme que o Senado tem a “palavra final”.
COP 21
Viana falou ainda sobre o acordo internacional firmado na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-21). Ele elogiou a decisão da conferência e a participação da delegação brasileira no evento.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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