Cristovam Buarque critica posições políticas sobre o impeachment de Dilma
Da Redação e Da Rádio Senado | 07/12/2015, 18h12
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) lamentou a crença que existe no país de que, ao fim do processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, os problemas do Brasil estarão resolvidos.
Em discurso no Plenário nesta segunda-feira (7), ele avaliou os prováveis resultados desse processo e concluiu que, em qualquer hipótese, o Brasil vai atravessar um período difícil até 2018, quando haverá novas eleições presidenciais.
No entanto, se não houver impeachment, Cristovam alertou que muitos defensores do governo compararão esse resultado a uma anistia geral, como se tudo de errado que ocorreu nos últimos anos fosse perdoado ou até mesmo nem existiu.
— Do ponto de vista do impeachment, se vier para o Senado, eu vou me guardar para analisar com muito rigor os argumentos legais. Não vou votar politicamente. Eu não quero ficar como quem votou para derrubar presidente eleito, a não ser por argumentos sólidos legais, não por incompetência — afirmou.
Cristovam Buarque afirmou ainda que, para o Brasil avançar, é preciso política com credibilidade e investimentos em educação. Mas, segundo ele, isso não vai acontecer enquanto o país continuar refém da disputa entre PT e PSDB, onde o que está em jogo é o imediatismo e não ações de longo prazo.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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