CPI das Próteses ouve responsáveis pela investigação da máfia no Rio Grande do Sul

Da Redação | 14/05/2015, 09h46

A comissão parlamentar de inquérito que investiga irregularidades em procedimentos médicos de colocação de órteses e próteses está reunida nesta quinta-feira (14) na Assembleia Legislativa de Porto Alegre. As primeiras denúncias sobre procedimentos com preços superfaturados e que colocaram em risco a vida de pacientes em cirurgias desnecessárias ou com produtos de baixa qualidade e vencidos surgiram no Rio Grande do Sul.

— Aqui [no RS] é emblemático, a ponta do iceberg surgiu aqui. Há anos tento instalar uma CPI para investigar os planos de saúde e sou vetado, a CPI do erro médico também, que está inclusive no Supremo, porque foi instalada no Senado e não funciona pois não indicam os integrantes. A partir da denúncia do Fantástico, com o trabalho de promotores corajosos daqui, não teve mais como fugir. A CPI vai investigar a máfia e também os crimes conexos dessa quadrilha, dessa verdadeira organização criminosa que opera no país inteiro — afirmou o presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), em entrevista à TV da Assembleia instantes antes da abertura da reunião.

Durante a manhã, serão ouvidos delegados da Polícia Civil, representantes da Secretaria de Saúde do estado, do Ministério Público, dos hospitais e estabelecimentos médicos, do Conselho Regional de Medicina, e o jornalista que produziu a matéria sobre a máfia das próteses para o programa Fantástico, Giovani Grizzoti, que motivou o pedido de abertura da investigação parlamentar. À tarde, a partir das 15h, os integrantes da CPI ouvirão as vítimas de procedimentos irregulares relacionados a órteses e próteses.

COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

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