Ana Amélia defende liberdade de expressão e ressalta compromisso de Dilma com imprensa livre
Da Redação | 07/11/2014, 12h21
Ao tratar da chamada regulação da mídia, pregada pelo Partido dos Trabalhadores, a senadora Ana Amélia (PP-RS) elogiou o compromisso assumido pela presidente da República, Dilma Rousseff, com a defesa da liberdade de expressão e de pensamento. Para a senadora, com a declaração, a presidente poderá ser sempre cobrada quanto a tal posicionamento.
Na manhã desta sexta-feira (7), a parlamentar leu em Plenário uma declaração da presidente na qual defende a regulação econômica do setor de comunicações — assim como é feito com outras áreas da economia, como transporte, energia elétrica e petróleo —, mas diz não abrir mão da liberdade de manifestação de pensamento.
— Com esta declaração, pode-se cobrar da presidente que mantenha sempre, em todas as questões relacionadas à liberdade de expressão, tal posicionamento. Como jornalista que fui durante décadas, espero e confio que ela cumpra a palavra em relação a isso — afirmou.
Para a senadora, a regulação econômica dos meios de comunicação só terá validade, para quem prega a democracia, se os agentes do setor participarem do processo de mudanças. Fora disso, seria "uma intervenção inaceitável".
Ana Amélia disse ficar tranquila quando Dilma Rousseff afirma que as posições do PT não são necessariamente as mesmas da presidente.
— Hoje, ela é presidente de todos os brasileiros. E é preciso também respeitar o pensamento divergente do partido dela nessas questões relacionadas a controle da mídia. É saudável que a presidente diga: "O que pensa o PT é de responsabilidade do PT, eu sou presidente da República e tenho que agir como presidente da República" — opinou Ana Amélia.
A parlamentar também se mostrou preocupada com o aumento de determinações judiciais estabelecendo mais restrições ao trabalho da imprensa brasileira e a retomada dos discursos favoráveis ao controle da mídia, sobretudo nas redes sociais. Para ela, é contraditório o fato de haver grupos defendendo o controle da mídia usando a rede social com toda a liberdade, inclusive para disseminar calúnias contra adversários ou contra quem pensa diferente.
— Para quem sempre defendeu o livre acesso à informação, como eu que trabalhei por mais de 40 anos como jornalista, é incoerente e desconexo concordar com qualquer tentativa de amordaçar a imprensa, barreiras ao trabalho jornalístico ou limitações ao responsável trabalho dos comunicadores — disse.
Ana Amélia condenou ainda os ataques à sede da Editora Abril, em São Paulo, no dia 25 de outubro; cobrou dos veículos de comunicação o compromisso com o jornalismo e não com a política; e mostrou-se contrária a qualquer tentativa de controle social da mídia e a criação dos conselhos populares proposta pelo governo.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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