CRE aprova indicados para embaixadas do Brasil na Armênia e na Hungria

Soraya Mendanha | 02/04/2013, 13h05

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou, nesta terça-feira (2), em votação secreta, a indicação dos diplomatas Edson Marinho Duarte Monteiro e Valter Pecly Moreira para serem embaixadores do Brasil na Armênia e na Hungria, respectivamente.

Como embaixador do Brasil na Armênia, Edson Monteiro afirmou que pretende trabalhar no aumento das relações comerciais e da cooperação entre os dois países. Ele ressaltou que a Armênia precisa de ajuda para desenvolver-se e já há pedidos de apoio nas áreas de agricultura, saúde e cooperação técnica e educacional.

- Do lado da Armênia há capacidades que também nos interessam. O povo tem acesso a bom nível de educação. Já sabemos que poderia haver algum tipo de cooperação de um nível tecnológico maior, quem sabe até cooperação industrial – explicou.

Em relação ao comércio entre os países, o diplomata disse que o Brasil exporta basicamente carnes suínas e frangos para a Armênia, mas não possui uma importação expressiva de produtos do país. Edson Monteiro afirmou que é possível melhorar a relação comercial e também manifestou o desejo de buscar uma relação mais amigável da Armênia com a Turquia e com o Azerbaijão. Segundo ele, a histórica tensão entre os países prejudica o desenvolvimento da Armênia e as condições de vida das populações.

- Se eu pudesse exprimir um desejo é que encontrem uma solução porque a situação atual é prejudicial a todos. Juntos poderiam cooperar, há grandes recursos energéticos na região. A Armênia seria o caminho natural de passagem desses recursos do Azerbaijão para a Turquia, para a Europa – explicou.

Edson Marinho Duarte Monteiro formou-se em Ciências Econômicas pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, concluiu mestrado em Administração Pública pela Universidade do Sul da Califórnia, em 1980; e o curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco, em 1996. No exterior, integrou os quadros diplomáticos brasileiros em Manila, nas Filipinas (1976), Camberra, na Austrália (1983), Bruxelas, na Béligica (1992), Pequim, na China (1998) e Díli, no Timor Leste (2008).

Hungria

Já o indicado para representar o Brasil na Hungria, Valter Pecly Moreira, formou-se em Direito pela Universidade do Estado da Guanabara e, em 1993, defendeu a tese “Da Cláusula Social no Comércio Internacional”, aprovada no âmbito do Curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco. No exterior, atuou na delegação permanente em Genebra, na Suíça; na missão permanente junto à Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos; na embaixada em Assunção, no Paraguai, e como embaixador e no Consulado-Geral em Londres, na Inglaterra, como Cônsul-Geral.

Pecly Moreira lembrou que a economia húngara viveu forte recessão nos últimos anos, mas, ainda assim, houve uma intensificação do relacionamento bilateral entre Hungria e Brasil. Ele destacou documento intitulado “A Política Externa da Hungria após a Presidência da União Europeia”, lançado em 2011 pela chancelaria húngara, que elege a América Latina como uma das prioridades na política externa do país.  

- É com um entusiasmo que encaro a tarefa de representar o Brasil na Hungria. Trata-se de fase muita positiva e estimulante das relações bilaterais que precisa ser levada adiante e podem estar seguros de contar com o meu empenho pessoal para isso – ressaltou.

O diplomata também apontou a falta de contato mais estreito entre o Senado Federal e a Câmara dos Deputados do Brasil com a Assembleia Nacional da Hungria e convidou os senadores a intensificarem essa relação.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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