Augusto Botelho diz que PAC 2 é obra do Estado e do povo brasileiro

Da Redação | 29/03/2010, 19h08

O senador Augusto Botelho (PT-RR) disse estar animado com o lançamento, nesta segunda-feira (29) do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2). Ele destacou as palavras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem, o programa é obra "do Estado e do povo brasileiro". O senador lembrou que tanto o presidente quanto a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, classificaram o programa como "uma prateleira de projetos para que o governo não pare nos próximos anos, independentemente de quem seja o governante".

Augusto Botelho salientou os projetos de cunho social previstos no PAC 2 como a construção de 2 milhões de casas populares, sendo que 60% delas - 1,2 milhões de unidades, em que serão investidos R$ 71,7 bilhões - destinam-se a famílias que ganham até R$ 1.395, Outros R$ 30,5 bilhões serão destinados, ressaltou o senador, à transformação de favelas em casas populares, por meio de regularização fundiária, urbanização e saneamento básico. Em financiamento habitacional estão programados investimentos de R$ 176 bilhões, acrescentou.

O parlamentar comparou o paradigma do atual governo de fazer "crescer o bolo" e, ao mesmo tempo, dividi-lo com a população de baixa renda, diferentemente do que fez o governo FHC, que primeiro pretendia fazer "crescer o bolo", para então dividi-lo. Ele ressaltou que 20 milhões de pessoas ultrapassaram a linha de pobreza e 86 milhões ingressaram na classe média durante o governo Lula.

Augusto Botelho lembrou que ações de planejamento de longo prazo como essa foram feitas somente durante o regime militar, no governo do presidente Ernesto Geisel, e assinalou que, agora, Lula está apresentando um planejamento para o futuro que poderá levar o Brasil a um crescimento de 6% ao ano.

Apartes

O senador João Pedro (PT-AM) afirmou, em aparte, que o PAC 2 é uma "política estratégica de Estado" que está mobilizando o setor empresarial, governadores, prefeitos, senadores e deputados para a implementação de políticas que visam melhorar a qualidade de vida da população com até cinco salários mínimos. O senador reagiu às críticas da aposição e negou que o PAC 2 tenha caráter eleitoreiro.

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), também da base do governo, reforçou que o programa tem "espírito público", com investimentos em saneamento, infraestrutura e transporte e destina a um futuro governo que poderá ser da ministra Dilma Rousseff (PT), do governador José Serra (PSDB) ou do deputado federal Ciro Gomes (PSB). O senador César Borges (PR-BA) assinalou que aquele que vencer as eleições encontrará um planejamento para os próximos cinco anos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

MAIS NOTÍCIAS SOBRE: