Ideli diz que crise financeira é grave, mas condena o pânico
Da Redação | 28/10/2008, 15h51
A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), afirmou em discurso que "a crise é grave" e sugeriu que os brasileiros não contribuam para se criar "um clima de pânico", o que pode piorar a situação. Apesar da crise, ela citou números de produção, emprego e renda positivos no país.
- Tem crise? Tem. É grave? É. Mas não sejamos nós os propulsores do pânico no Brasil. Temos de orar, vigiar e atuar para passar a crise, como o Brasil merece, porque fez o dever de casa - disse
Ideli Salvatti sustentou ainda que crise "não é tudo isso que se fala", mas "tem gente torcendo contra o Brasil". Ponderou que, apesar das notícias que só falam de crise, números como o do crescimento da construção civil são excelentes - 9,8% de aumento de janeiro a setembro. Lembrou ainda que "o mercado de trabalho se mostra imune à crise", com crescimento nos primeiros nove meses do ano.
A Previdência Social, continuou a líder petista, reduziu seu déficit para R$ 7,4 bilhões em setembro, uma queda de 24% comparando-se com o mesmo mês de 2007. Observou que isso só aconteceu por causa do número de pessoas que passaram a contribuir para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou seja, porque estão trabalhando.
Ao comentar o segundo turno das eleições, a senadora disse que o PT conseguiu fazer 559 prefeitos, contra 411 em 2004. Ideli Salvatti disse que o PT é o partido que teve o maior crescimento em número de prefeituras, atrás apenas do PMDB. Ela destacou que o deputado federal catarinense Carlito Merss (PT) foi eleito prefeito de Joinville depois de quatro tentativas - ele obteve quase 63% dos votos do município.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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