Tião Viana volta a criticar debate de questões pequenas

Da Redação | 26/11/2007, 09h51

O presidente interino do Senado, Tião Viana, voltou a criticar o debate de questões miúdas em prejuízo do grande debate que, em sua opinião, deveria ser a prioridade do Parlamento. Ao ser indagado, nesta segunda-feira (26), sobre a hipótese de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputar um terceiro mandato, ele disse que as grandes questões que poderiam estar sendo discutidas no Legislativo são substituídas por pequenas crises.

- Acho que só quem pode chamar a debate o terceiro mandato, e que não vai chamar em hipótese alguma, é o presidente Lula, que tem uma visão de Estado à altura do seu tempo, à altura dos desafios atuais e à altura de sua figura de democrata pleno. Agora, do jeito que estamos vendo, acho que quem está fazendo isso é a oposição, setores da oposição, que não entendem que, cada vez que tratam essas questões, negligenciam uma pauta mais elevada. As grandes reformas que o Brasil deveria estar discutindo no Parlamento estão sendo substituídas por pequenas crises, que colocam a todos nesse tipo de canto.

Nessa entrevista, Tião Viana foi indagado sobre afirmação do líder do DEM na Câmara, deputado Rodrigo Maia, para quem se a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) for prorrogada, abre-se o caminho para o presidente Lula disputar um terceiro mandato. Resposta do presidente interino do Senado:

- Entendo que o assunto CPMF começa a ser vinculado ora com o senador Renan Calheiros, ora com o terceiro mandato. Daqui a pouco vão querer vincular com o jogo entre o Botafogo e o São Paulo. Aí, não dá para a gente pensar que a política, no Parlamento brasileiro, deve ser levada dessa maneira. Ela tem que ser mais elevada.

O presidente interino também manifestou seu entendimento de que a decisão que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) tomará nesta quarta-feira (28) sobre Renan Calheiros não comprimirá o calendário de votações que ele fixou para o Plenário. A CCJ se manifestará sobre projeto de resolução que pede a cassação do presidente licenciado sob o entendimento de que ele firmou uma sociedade secreta para a compra de veículos de comunicação em Alagoas. Tião Viana foi indagado sobre o pedido de vista que o DEM pretende fazer assim que o senador Arthur Virgilio (PSDB-AM) apresentar seu parecer sobre a matéria.

- Acho que isso está dentro do processo político que estamos vivendo na Casa. O senador Marco Maciel, que é presidente da CCJ, sabe como agir diante de um pedido de vista. Acho que esse assunto está na esfera da CCJ. Nós temos que aguardar sua votação lá para que ele possa vir a Plenário. Acredito que o calendário será mantido, não há nenhuma dificuldade de ordem regimental. E meu papel no tratamento dessas matérias é regimental.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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