Trabalhos da comissão deverão ser concluídos antes do Natal, diz relator
Da Redação | 01/11/2005, 00h00
O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Mensalão, deputado Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG), afirmou nesta terça-feira (1) que os trabalhos da CPI estarão concluídos antes do Natal. Ele admitiu, porém, que o prazo concedido inicialmente à comissão, previsto para terminar no dia 16 de novembro, deverá ser estendido por mais 30 dias.
- Começamos nossos trabalhos com uma massa muito grande de documentos e informações, mas já conseguimos depurar esse manancial, separando os dados essenciais dosperiféricos ou não comprovados, com a ajuda de técnicos do Tribunal de Contas da União, do Banco Central e do Banco do Brasil. Espero submeter à apreciação da comissão um relatório parcial até o final do corrente mês - afirmou o relator, ao deixar a sala onde seria realizada reunião administrativa da CPI, que foi cancelada, e dirigir-se para uma reunião com técnicos para análise dos documentos.
Segundo o relator, nessa fase final, os sub-relatores e ele mesmo contarão com a ajuda de empresas independentes de auditoria, como a Moore Stephens e a Villas Rodil, que irão concentrar-se nas conexões com o exterior, o que, avaliou, pode trazer surpresas, especialmente em relação aos pagamentos feitos ao publicitário Duda Mendonça.
Abi-Ackel duvida, porém, que a origem externa de recursos que irrigaram o esquema de Marcos Valério possa ser identificada de imediato. Como seu relatório final será enviado ao Ministério Público no final do ano, caberá a esse órgão prosseguir nas investigações e oferecer denúncia para processar os culpados que a CPI já identificou, esclareceu o deputado.
Para o sub-relator de Movimentação Financeira, senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA), o trabalho das auditorias contratadas pelo Senado, que dispõem de escritórios no exterior, permitirá a identificação de doações, para o esquema de Marcos Valério, feitas porsindicatos, por países - como as recentes denúncias sobre dinheiro vindo de Cuba - e por empresas brasileiras no exterior, com dinheiro proveniente de "caixa dois".
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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