Alvaro Dias é contra sessão secreta

Da Redação | 25/07/2005, 00h00

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse nesta segunda-feira (25) ser contrário à realização de sessão secreta para que a CPI Mista dos Correios ouça o depoimento de Renilda Maria Santiago Fernandes de Souza, mulher do empresário Marcos Valério, um dos acusados de envolvimento no esquema de arrecadação irregular de recursos pelo PT. Renilda obteve do Supremo Tribunal Federal o direito de não assinar o compromisso de dizer a verdade na reunião desta terça-feira (26) da CPI.

Em entrevista à imprensa, Alvaro Dias afirmou que a sessão só deveria tornar-se secreta ao final do depoimento, caso a testemunha queira revelar algo além do que já possa ter dito na parte aberta.

- Eu acredito mais na sessão aberta - disse o senador - porque ela exerce uma pressão sobre o depoente - disse o senador, acrescentando que, "na sua própria defesa, Renilda terá que dizer verdades ainda não ditas".

Banco Rural

Alvaro Dias disse ainda que existem indícios de manipulação do material enviado à CPI pelo Banco Rural e, portanto, de sonegação de informações. Em determinadas folhas dos documentos enviados, informou o senador, há marcas de grampos arrancados. Isso se deve, na sua opinião, ao fato de o banco ter sido flagrado em operações de lavagem de dinheiro.

O senador acrescentou que a CPI descobriu até o momento mostra que os pretensos empréstimos às empresas de Marcos Valério já foram pagos, porque se tratam, na realidade, de repasses de dinheiro público obtido de estatais, de verbas de publicidade, de fundos de pensão e do INSS para o pagamento de propinas e apoio ao governo por parte de parlamentares e partidos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)