Maguito Vilela lamenta mortes no Parque Oeste Industrial, em Goiás

Da Redação | 16/02/2005, 00h00

O senador  Maguito Vilela (PMDB-GO) lamentou em Plenário, nesta quarta-feira (16), o conflito envolvendo policiais militares e sem-teto no Parque Oeste Industrial, em Goiânia (GO), que já causou a morte de duas pessoas. Desde a madrugada de terça-feira, os moradores, que ocupam uma área de 1,3 milhão de metros quadrados no local, vêm reagindo a uma ordem de despejo.

                        - O saldo da desocupação foi trágico. Até o momento, duas mortes de pobres sem-teto, 30 feridos, quatro em estado gravíssimo, e 800 prisões. O Parque Oeste Industrial se transformou em uma verdadeira praça de guerra, com lançamento de bombas e troca de tiros, o que espalhou na vizinhança uma atmosfera de terror e medo - informou Maguito.

                        O senador disse que é necessário apurar responsabilidades. Segundo ele, o secretário nacional de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, se deslocou para Goiânia, onde irá acompanhar o desenrolar dos acontecimentos. Maguito afirmou que esteve também com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e pediu a interferência do governo federal.

                        Para Maguito, em Goiás, a questão habitacional não tem sido levada a sério há muitos anos.

- Segundo informações do Ministério das Cidades, existem, no Brasil, nada menos que 8 milhões de famílias à espera de um teto. Em Goiás, há muitos e muitos anos não se constrói casas para os pobres. O déficit habitacional é enorme - declarou.

                        O parlamentar afirmou que o acontecimento se deu, em parte, devido à omissão do governo estadual.

- Isso pode ser medido pelos números. A ocupação existe há nove meses. Nesse período, nenhuma medida foi tomada para evitar o crescimento do problema - avaliou.

                        De acordo com o senador, os ocupantes da área edificaram 1.700 construções. Calcula-se que tenham investido nesses nove meses cerca de R$ 7,8 milhões.

- Famílias inteiras colocaram ali todas as suas economias, e agora perderam tudo. Para onde vão essas 4 mil e tantas famílias, em torno de 12 mil pessoas? - questionou. O senador disse também que é fundamental que o governo estadual encontre uma área para instalar os sem-teto.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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