Cidadão que acompanha o orçamento público dá valor ao Brasil


Sou Júlia Leone L. Morais Silva, pernambucana, moradora no Recife e aluna do 3º ano do Ensino Médio do Colégio da Polícia Militar de Pernambuco.

Desejo trabalhar na área da saúde, pois, além de chamar minha atenção, fazendo-me querer conhecê-la e estudá-la melhor, percebo que é uma área no país que precisa de mudanças, principalmente a rede pública. Acredito que o Brasil tem condições de crescer não apenas para alguns, mas para todos. Pretendo estudar, trabalhar e oferecer às pessoas o que desejo que elas passem adiante: respeito, solidariedade e sorrisos.

Participo de algumas atividades vinculadas à minha instituição religiosa, voltadas à assistência e doações, como Campanha do Quilo, grupo musical e debates semanais com um grupo de jovens sobre temas diversos, inclusive política, religião, cidadania e ética.

Várias pessoas me inspiram na vida e me fazem refletir sobre que tipo de cidadã estou sendo e desejo ser no futuro. Familiares, amigos e professores fazem-me ver o mundo de uma forma diferente. Fazem-me acreditar e querer lutar por uma sociedade mais justa, cumprindo minha parte e contagiando outras pessoas também.

Minha família está ao meu lado em todos os sentidos e eu agradeço muito a ela e a Deus por isso. Apoio, sermões, conselhos, ombro amigo e outras coisas mais, as quais sou incapaz de descrever. Não troco minha família por nada.

Gosto muito de ler. É tanto que não escolhi apenas um livro pra mostrar minha preferência, mas três títulos: “O menino do pijama listrado”, de John Boyne, “O pequeno príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, e “Os instrumentos mortais”, de Cassandra Clare. Não é por acaso que gosto tanto da frase do Lewis Carroll no livro “Alice no País das Maravilhas”: “Quanto tempo dura o eterno? Às vezes apenas um segundo”.

Além da leitura, também gosto de pôr o corpo para trabalhar (fazendo exercícios), estudar música, e, por último e não menos importante, dormir quando posso.

Embora acredite que nós, jovens, devemos estar atentos ao que ocorre em nosso país, não pretendo atuar na política em mandatos, nem me filiar a partidos.  Devemos estudar a história do que nos cerca para entender como tudo funciona e visualizar melhoras para problemas, que são muitos no Brasil. Acredito que é importante a participação em trabalhos voluntários, como visitas a instituições (asilos, orfanatos, por exemplo), ou até mesmo projetos na escola relacionados ao meio ambiente, pois, dessa forma, o jovem vai descobrindo o seu valor na sociedade e a importância do trabalho feito com vontade, visando muito mais do que remuneração no futuro. Segundo Aristóteles, o ser humano é um animal político, e, baseada nisso, acredito que todos os brasileiros, e nós jovens, podemos e devemos fazer política em nosso dia a dia, seja na formação das próprias opiniões e no respeito às alheias, seja no conhecimento dos deveres e reivindicação dos direitos.

Vi no projeto do Jovem Senador uma proposta interessante: aproximar os jovens da política no Congresso Nacional. Gostei da ideia do concurso e resolvi pôr algumas ideias no papel. O Colégio em que estudo incluiu na disciplina de Redação, para todos os alunos do Ensino Médio, o Concurso de Redação do Senado, que seleciona os participantes para o Programa Jovem Senador. Todos os alunos tiveram que escrever uma redação, e todas elas foram avaliadas posteriormente pela equipe de línguas do colégio. Professores e familiares me incentivaram e acreditaram em mim. Estava na escola, esperando o horário das aulas começarem, quando recebi a ligação do Senado informando que minha redação havia sido selecionada e eu iria representar o meu estado. Fiquei surpresa com a notícia, pois estava tentando não criar expectativas até sair o resultado. Muito feliz, contei para minha mãe, amigos e professores, que vibraram muito por mim. Agradeço muito o apoio de todos eles. Agora, que fui classificada, não tem como não criar expectativas.

Ao pesquisar para redigir minha redação, percebi que muitos brasileiros não conhecem a Constituição, ou não se interessam pela política do país – o que dificulta a reivindicação dos seus direitos e o cumprimento dos seus deveres. A baixa representatividade no Congresso Nacional de determinados grupos como mulheres, negros e índios afeta a discussão dos interesses desses grupos que, embora no total representem a maioria da população brasileira, enfrentam dificuldades em reivindicar e ter seus direitos atendidos. O exercício da política precisa estar mais presente na vida dos brasileiros. E esse exercício passa pela prática dos Parâmetros Curriculares Nacionais que já contém conteúdo e práticas que estimulam o desenvolvimento da cidadania.

Em síntese, foi isso que desenvolvi em minha redação intitulada “Muda para vencer, muda Brasil”. O país precisa mudar. E nós jovens temos um papel importante nessa mudança. E a educação é nosso caminho. Sou assim, cheia de expectativas.

Colégio da Polícia Militar de Pernambuco
Diretor:
Alberto Cassiano Barbosa
Professor orientador:
Juliana Souza de Paula

Aluna do Colégio da Polícia Militar de Pernambuco, conta no vídeo como foi participar do Jovem Senador 2018 representando seu estado.

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