História dos cassinos no Brasil é tema de reportagem especial da Rádio Senado

Da Redação e Da Rádio Senado | 03/03/2016, 15h03 - ATUALIZADO EM 09/03/2016, 15h58

Nesta sexta-feira (4), às 18h, a Rádio Senado leva ao ar a reportagem especial Quando as roletas pararam de girar, que narra a curta história dos cassinos no Brasil, desde a legalização, em 1920, até a proibição, em 1946.

Faz 70 anos que os cassinos estão proibidos no Brasil. Os jogos de azar foram colocados na ilegalidade por um decreto assinado em abril de 1946 pelo presidente Eurico Gaspar Dutra. Ele argumentou que os jogos eram “nocivos à moral e aos bons costumes”.

No auge, o país teve 70 cassinos. Eles, porém, não se restringiam aos salões de apostas. Eram grandes e elegantes centros de entretenimento, com restaurantes, bares, salões de baile e teatros. No final dos anos 1930, Carmen Miranda era a grande estrela dos cassinos cariocas.

Os senadores e os deputados federais de 1946 apoiaram a decisão de Dutra. A reportagem especial apresenta seus discursos na tribuna da Assembleia Nacional Constituinte, aplaudindo o que chamaram de “decreto moralizador”.

A reportagem mostra que foram vários os motivos que levaram Dutra a decretar o fim dos jogos de azar, incluindo a ânsia do presidente de eliminar todos os vestígios da ditadura de Getúlio Vargas — que fora o grande incentivador dos cassinos — e até mesmo a pressão exercida pela primeira-dama, Dona Santinha, que era católica fervorosa e tinha aversão ao ambiente pecaminoso dos salões de apostas e dos espetáculos teatrais.

Com o fechamento dos cassinos, cerca de 55 mil brasileiros perderam o emprego. A maior parte deles nem sequer recebeu as indenizações trabalhistas. Mas o tema voltou a ficar atual. Está na pauta do Plenário do Senado um projeto de lei que libera os jogos de azar no Brasil. A proposta tem o apoio do governo federal, que espera aumentar a arrecadação com o imposto que incidiria sobre as apostas.

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