Davi inaugura exposição sobre bebês sobreviventes do Holocausto — Rádio Senado
Memória

Davi inaugura exposição sobre bebês sobreviventes do Holocausto

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, inaugurou na tarde desta terça-feira (3), no Salão Negro do Congresso Nacional, a exposição de banners “Eles nos deram esperança de novo". A mostra conta a história de sete mulheres grávidas que conseguiram enganar as autoridades do campo de concentração nazista, ao final da Segunda Guerra, e de seus filhos e filhas sobreviventes. Um deles, George Legmann, vive no Brasil há mais de 60 anos, e participou da abertura da exposição.

03/03/2026, 20h14 - atualizado em 03/03/2026, 20h41
Duração de áudio: 03:09
Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Transcrição
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, inaugurou, no salão negro do Congresso Nacional, a exposição de banners “Eles nos deram esperança de novo – gravidez e nascimento no subcampo Kaufering 1 (CAUFERRIN 1)’ Dachau”. A mostra conta a história de sete mulheres grávidas que conseguiram enganar as autoridades do campo de concentração nazista, ao final da Segunda Guerra, e de seus filhos e filhas sobreviventes. Um deles, George Legmann, vive no Brasil há mais de 60 anos, e participou da abertura. Ele frisou que o Holocausto foi resultado do colapso das instituições democráticas. Vemos hoje, em tempos recentes, o ressurgimento de sombras que julgávamos extintas. A negação da verdade histórica como ferramenta de manipulação, o ataque frontal às instituições que garante a nossa liberdade, a intolerância que teria a desumanizar Quem pensa o crê de forma diferente. A democracia, assim como o recém-nascido, no campo de concepção é frágil e exige proteção constante. A cerimônia contou com a participação de embaixadores e representantes de corpos diplomáticos de diversos países, além de representante do Ministério das Relações Exteriores e associações israelitas. O presidente do Senado, que é judeu, disse que a exposição reflete o compromisso do Congresso com a preservação da memória e com a luta contra o antissemitismo. Tentaram nos apagar da história. Não conseguiram. A esperança, mais uma vez, mostrou-se mais forte do que o ódio. A exposição que hoje inauguramos é um testemunho desta forma. Recordar não é apenas o exercício de memória histórica. É um dever moral de todos nós. Também estiveram presentes os senadores Randolfe Rodrigues, do PT do Amapá, Teresa Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, Jorge Seif, do PL de Santa Catarina, além de Carlos Vianna, do Podemos de Minas Gerais, que é presidente do Grupo de Amizade Brasil-Israel. Ele criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por seu apoio ao povo palestino. Nós, no Parlamento brasileiro, nós temos que ser vigilantes a todo momento, em qualquer instante em que surjam movimentos que queiram acabar com a liberdade religiosa ou mudar uma história como a história do povo judeu que hoje se abriga em Israel. Eu, particularmente, critico muito o atual governo brasileiro pela posição de defesa e um discurso dúbio em relação a nações que sempre incentivaram o terrorismo e os ataques no mundo. A mostra, que tem o apoio da Confederação Israelita do Brasil, ficará aberta para visitação no Salão Negro até o dia 30 de março. Da Rádio Senado, Raíssa Abreu.

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