Presidente do Senado mantém votação em CPMI que determinou quebra de sigilo de Lulinha — Rádio Senado
CPMI do INSS

Presidente do Senado mantém votação em CPMI que determinou quebra de sigilo de Lulinha

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, negou o pedido da base do governo para anular a votação de requerimentos na semana passada na CPMI do INSS, que incluiu a quebra de sigilo de Fabio Luis, filho do presidente Lula, investigado por proximidade com o lobista Antônio Carlos Antunes, conhecido como "Careca do INSS". Ele afirmou que os governistas não tinham votos para derrubar os pedidos. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), reiterou que apenas cumpriu com o Regimento Interno. Já o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), negou a derrota ao afirmar que esses dados do Lulinha já estão com o Supremo Tribunal Federal.

03/03/2026, 22h08
Duração de áudio: 02:32
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Transcrição
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, rejeitou o pedido da base aliada para anular a votação de requerimentos na semana passada da CPMI do INSS. Entre eles, estava a quebra de sigilo de Fabio Luis, filho do presidente Lula, investigado por proximidade com o lobista Antônio Carlos Antunes, conhecido como careca do INSS. Davi Alcolumbre argumentou que os governistas só tinham 14 dos 16 votos necessários para derrubarem os requerimentos considerando a presença registrada no painel.  O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, declarou que a decisão do presidente do Senado não surpreendeu.  Desde o primeiro momento eu cumpri com o Regimento desta Casa. Eu fui transparente em todos aqueles instantes da CPMI buscando fazer com que a verdade fosse trazida diante do que determina uma votação como aquela. Eu sei das pressões políticas, mas ali não está lado político, ali não está nenhum tipo de posicionamento pessoal dessa presidência da CPMI. A minha decisão foi estritamente técnica.  O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues, do PT do Amapá, negou derrota ao lembrar que o sigilo de Lulinha já foi quebrado pelo Supremo Tribunal Federal.  Ele ressaltou que o recurso ao presidente do Senado não teve o objetivo de impedir as investigações, mas garantir a votação de outros requerimentos de quebra de sigilo de pessoas ligadas a aliados do ex-presidente Bolsonaro suspeitas de envolvimento com os descontos indevidos do INSS.  Não há nenhuma objeção aos 87 requerimentos. Nosso questionamento era sobre a forma e o procedimento. Assim como nós esperamos que seja atendida a nossa reivindicação desde a quinta anterior que os outros 20, 25 de requerimentos de nossa lavra possam ser apreciados também. É importante quebrar sigilo do filho do atual presidente da República, mas é importante quebrar sigilo também da chefe de escritório do filho do ex-presidente da República, que teve relações com seu careca do INSS.  A defesa do filho do presidente Lula nega envolvimento dele nas fraudes do INSS e não descarta recorrer ao STF contra a quebra de sigilo aprovada pela CPMI. Da Rádio Senado, Hérica Christian. 

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