Força Nacional reforça segurança no interior do Amazonas
Coari e Barcelos, no Amazonas, vão receber por 90 dias equipes da Força Nacional para reforçar o combate ao crime organizado e a crimes ambientais nas rotas dos rios Negro e Solimões. No Senado, o tema da segurança pública é prioridade neste ano. O destaque é a CPI do Crime Organizado, que funcionará até abril. Os senadores já aprovaram o PL Antifacção (PL 5.582/2025) para endurecer penas e criar um fundo com recursos da taxação das apostas online. O projeto está na Câmara dos Deputados.

Transcrição
Por determinação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, as cidades do Amazonas Coari e Barcelos vão receber, por pelo menos 90 dias, profissionais da Força Nacional para ajudar no combater ao crime organizado.
Os municípios são rota estratégica para o tráfico de drogas pelos Rios Negro e Solimões.
A Força Nacional vai reforçar o policiamento local e apoiar operações integradas contra facções criminosas, além de atuar na prevenção de crimes ambientais na região, como pesca ilegal e extração irregular.
Na abertura dos trabalhos do Legislativo, os Três Poderes definiram o combate ao crime organizado como uma das prioridades deste ano.
No caso do Senado, o destaque é a CPI do crime organizado, que investiga essas organizações para propor mudanças nas leis atuais.
O relator da comissão, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, também foi o relator do PL Antifacção que endurece o combate ao crime, especialmente as facções que atuam dentro e fora dos presídios, com penas que podem chegar a 120 anos de prisão.
Aprovado pelo Senado no final do ano passado, o projeto cria um fundo para financiar o combate ao crime organizado a partir da taxação das Bets, como explica Alessandro Veieira.
(senador Alessandro Vieira) "A gente cria uma nova fonte de financiamento, um fundo específico destinado apenas a investimentos no combate ao crime organizado. A gente faz também a integração entre as forças estaduais e federais em um modelo definido por lei. Tudo isso junto com novas ferramentas de investigação, na visão dos especialistas que foram ouvidos e foram muitos de todas as partes do Brasil, vai resultar num combate muito efetivo às facções e milícias e a gente espera que no resgate do Brasil".
O projeto, que voltou para a Câmara dos Deputados, também prevê o confisco imediato de bens dessas organizações e amplia instrumentos de investigação para desarticular grupos criminosos.
Outra proposta em análise pelo Congresso Nacional é a PEC da Segurança Pública, que busca uma integração entre União, estados e municípios.
Aresentada em dezembro do ano passado, a proposta, que prevê um referendo sobre maioridade penal, aguarda análise da Câmara dos Deputados.
Da Rádio Senado, Marcella Cunha.

