Fim da escala 6x1: líder do PT defende votação imediata no Senado
Ao não descartar a possibilidade de o governo enviar um projeto de lei, em regime de urgência, para acabar com a escala 6x1, o líder do PT, senador Rogério Carvalho (SE), defendeu a votação da proposta que reduz de 44 para 36 horas semanais a jornada de trabalho num prazo de cinco anos (PEC 148/2015). A iniciativa já está pronta para ser analisada pelo Plenário do Senado. Já o autor da PEC, senador Paulo Paim (PT-RS), rebateu os argumentos de prejuízos para os empregadores e de desemprego. Os deputados também devem começar a debater depois do Carnaval outras duas propostas que acabam com a escala 6x1.

Transcrição
O líder do PT, senador Rogério Carvalho, de Sergipe, disse que a prioridade do governo após o Carnaval será a votação do fim da chamada escala 6 por 1, em que os trabalhadores só contam com um dia de folga.
Já está no Plenário o relatório dele da proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais.
De autoria do senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, a PEC mantém os salários atuais e ainda define uma implementação gradual.
No primeiro ano em vigor, a redução seria de 4 horas semanais, e depois de uma hora nos anos seguintes.
O governo, por sua vez, pode enviar um projeto de lei com pedido de urgência para ser votado em até 45 dias.
Mas Rogério Carvalho argumentou que a PEC do Senado está em fase mais adiantada de tramitação.
(senador Rogério Carvalho) "Se neste momento nós temos uma PEC no Senado, é importante que o Senado aprecie essa PEC. Se o governo mandar um projeto de lei em regime de urgência, aí sim a gente pode discutir a oportunidade de tratar da matéria através do projeto de lei. Mas neste momento o que nós temos são duas PECs: uma na Câmara e outra no Senado. Neste sentido, eu sou por fazer a discussão acontecer o mais rápido possível, portanto, pautar no Plenário do Senado".
Paulo Paim lembrou a redução da jornada de trabalho é uma luta desde a Constituição de 1988.
E rebateu os argumentos de que esta mudança poderá trazer prejuízos para as empresas ou dificultar a contratação de novos funcionários.
O senador reforçou que a implementação da nova carga horária será gradual em cinco anos.
(senador Paulo Paim) "Garantir para o trabalhador uma jornada decente, porqu esta é indecente. Você trabalhar 6 dias na semana e descansar um, isso causa doença, causa estresse, acidente no trabalho, doença no trabalho.Vvocê não tem tempo para nada, para ficar com a família, para estudar, para se preparar. Com as obras tecnologia, essa revolução no mundo do trabalho, se o trabalhador não se preparar, ele está desempregado amanhã ou depois. Então, a jornada de trabalho vem para gerar emprego".
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara deverá votar duas outras propostas que acabam com a escala 6x1. A da deputada Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, prevê uma jornada de 36 horas semanais com quatro dias de trabalho e de três de descanso. Já a do deputado Reginaldo Lopes, do PT de Minas Gerais, reduz, no prazo de dez anos, a carga de 44 para 36 horas semanais. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

