Eleição

Alessandro Vieira pede investigação de ataques ao portal do TSE

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) pediu ao Ministério Público Federal que investigue ataques de hackers ao portal da Justiça Eleitoral. Segundo ele, a ação tem o objetivo de desmoralizar o processo eleitoral. Ele também solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral explicações sobre a centralização da soma de votos em Brasília, o que provocou atraso na divulgação dos resultados nesse domingo. O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, esclareceu que o problema de processamento não comprometeu a fidelidade da escolha dos eleitores. As informações com a repórter Hérica Christian, da Rádio Senado. .

17/11/2020, 09h31 - ATUALIZADO EM 17/11/2020, 12h37
Duração de áudio: 02:51
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Transcrição
LOC: SENADOR PEDE AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL QUE INVESTIGUE ATAQUES AO PORTAL DO TSE E AO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL QUE EXPLIQUE CENTRALIZAÇÃO DA SOMA DOS VOTOS. LOC: PRESIDENTE DO TSE REAFIRMA QUE ATRASO NA DIVULGAÇÃO DAS VOTAÇÕES NÃO COMPROMETEU O RESULTADO DO PRIMEIRO TURNO. A REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN (Repórter) O senador Alessandro Vieira, do Cidadania de Sergipe, pediu ao Ministério Público Federal que investigue as tentativas de ataques ao portal da Justiça Eleitoral. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, somente no domingo foram registrados 436 mil acessos simultâneos por segundo para derrubar o site. Além disso, foram vazadas informações de 2001 a 2010 de ex-ministros e servidores do TSE. De acordo com o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, esse ataque foi anterior ao dia 23 de outubro e acessou dados antigos e sem relevância que não estavam disponíveis na rede usada para a votação em si. Para o senador Alessandro Vieira, a ação de hackers contra o TSE é uma tentativa de desmoralizar o processo eleitoral. (Alessandro Vieira) É indispensável que se tenha uma investigação rápida e muito segura para que todo brasileiro possa ter a tranquilidade que seu voto vai ser computado corretamente. As informações que nós temos são no sentido de que sim o sistema brasileiro é bastante seguro e as urnas são seguras. Mas é preciso dar absoluta transparente para que a gente possa ter essa tranquilidade para nossa democracia. (Repórter) O senador Alessandro Vieira também solicitou ao TSE que explique a centralização da soma dos votos. Essa foi a primeira eleição em que os Tribunais Regionais enviaram os dados criptografados para Brasília totalizar os votos. Esse processamento atrasou a divulgação do resultado. O presidente do TSE explicou que houve uma falha no supercomputador que, apesar de ter 8 processadores, não conseguiu analisar o volume de informações e travou. Luís Roberto Barroso afirmou que a pandemia adiou de maio para agosto a entrega dos equipamentos, o que atrapalhou os testes. Mas o presidente do TSE reforçou que o atraso na divulgação do resultado em pouco mais de duas horas em relação às eleições de 2018 não significou nenhuma fraude. (Alessandro Vieira) As eleições transcorreram em paz tranquilamente em todo o Brasil. A única coisa que aconteceu foi o carro preciso dar uma parada no box, voltou para a pista e nós chegamos ao final da corrida com grande sucesso. Portanto, não há nenhuma razão para desacreditar do sistema que está aí desde 1996 e que no mesmo dia em que ocorrem as eleições com 113 milhões de eleitores foi capaz de divulgar o resultado com absoluta fidelidade à vontade popular. (Repórter) Luís Roberto Barroso afirmou que a empresa responsável pelo supercomputador já foi acionada para evitar problemas no segundo turno. E anunciou que a Polícia Federal vai investigar os ataques de hackers que podem ser de uma milícia apoiada por defensores da volta à ditadura.

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