Ministro da Educação diz que universidades federais voltarão a receber recursos assim que economia retomar crescimento — Rádio Senado
Educação

Ministro da Educação diz que universidades federais voltarão a receber recursos assim que economia retomar crescimento

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, apresentou as diretrizes e prioridades para o setor durante mais de uma hora na audiência pública da Comissão de Educação do Senado. O senador Jean Paul Prates (PT-RN) criticou os cortes que atingiram tanto o ensino superior, como o ensino básico. O ministro explicou que não se trata de corte. O que existe, segundo ele, é um contingenciamento por conta da fragilidade econômica. Ele disse que que as universidades podem continuar executando os gastos normalmente até outubro. A reportagem é de Floriano Filho.

07/05/2019, 13h58 - ATUALIZADO EM 07/05/2019, 13h58
Duração de áudio: 02:41
Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) realiza audiência pública interativa com o ministro de Estado da Educação, para que apresente as diretrizes e os programas prioritários do Ministério (art. 397, II do RISF). 

À mesa, ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Transcrição
LOC: O MINISTRO DA EDUCAÇÃO AFIRMOU NO SENADO QUE OS RECURSOS PARA AS UNIVERSIDADES NÃO FORAM CORTADOS, MAS TEMPORARIAMENTE SUSPENSOS PARA CUMPRIR A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL. LOC: ELE PREVIU A RETOMADA DOS INVESTIMENTOS QUANDO A ECONOMIA MELHORAR. A REPORTAGEM É DE FLORIANO FILHO: (Repórter) O ministro da Educação, Abraham Weintraub, apresentou as diretrizes e prioridades para o setor durante mais de uma hora na audiência pública da Comissão de Educação do Senado. Ele exibiu vários gráficos e estatísticas para afirmar que o Brasil gasta muito e gasta mal com educação. A Coreia do Sul foi um dos países com os quais ele comparou várias vezes a situação brasileira. A educação sul-coreana gasta menos em relação ao PIB, mas tem resultados muito melhores. Segundo Weintraub, os valores estão invertidos no Brasil. Deu como exemplo o fato de se gastar apenas com professores aposentados do ensino superior praticamente o mesmo que com todo o ensino básico. Segundo o ministro, o País deveria investir mais no ensino fundamental e conquistar melhores resultados no cenário internacional. Ele afirmou que o Brasil gasta mais do que todos os vizinhos, mas está atrás de quase todos no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o PISA. Também disse que os recursos estão muito concentrados em Brasília e defendeu o aumento dos repasses para os municípios. O Senador Randolfe Rodrigues, do Rede Sustentabilidade do Amapá, protestou contra os cortes nas universidades federais. O senador Jean Paul Prates, do PT do Rio Grande Norte, também criticou os cortes, inclusive por eles irem além do ensino superior. (Jean Paul Prates) Como é que acontece isso se nós estamos aqui diante de um bloqueio ou corte na educação básica já anunciado de 2,4 bilhões? Como é essa troca de um lado para o outro se todos estão sendo cortados e até em proporções bem parecidas? (Repórter) O ministro Weintraub explicou que não se trata de corte. O que existe, segundo ele, é um contingenciamento por conta da fragilidade econômica. Ele disse que é necessário cumprir a lei de responsabilidade fiscal. (Abraham Weintraub) Não é corte (...). É contingenciamento. Se a gente conseguir passar a Previdência e voltar a arrecadação, volta o orçamento.(...) Eu tenho que obedecer as leis e a Constituição. (Repórter) O ministro afirmou que as universidades podem continuar executando os gastos normalmente até outubro. Só depois é que os contingenciamentos poderão se tornar permanentes se não houver recuperação econômica. Ele disse que recebeu vários reitores nos últimos 30 dias e que irá continuar dialogando.

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