Tombini afirma que inflação deve retornar ao centro da meta até 2016 — Rádio Senado

Tombini afirma que inflação deve retornar ao centro da meta até 2016

LOC: EM 2015, A INFLAÇÃO ACUMULADA EM DOZE MESES TENDERÁ A PERMANECER ALTA, ESPECIALMENTE NO PRIMEIRO TRIMESTRE. MAS A PERSPECTIVA É QUE RETOMARÁ À META DE 4 E MEIO POR CENTO ATÉ 2016.  

LOC: A AFIRMAÇÃO FOI FEITA NESTA TERÇA-FEIRA PELO PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL, ALEXANDRE TOMBINI, EM AUDIÊNCIA QUE PARTICIPA AO FINAL DE CADA TRIMESTRE NA COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS. REPÓRTER NARA FERREIRA 

(Repórter) O presidente do Banco Central afirmou que há uma perspectiva de recuperação gradual do nível de atividade econômica no Brasil. Alexandre Tombini classificou de complexa a situação internacional, mas mostrou otimismo quanto à melhora progressiva dos níveis de confiança dos consumidores e empresários e de retomada da inflação para o centro da meta, que é de 4,5 por cento. O acumulado dos 12 meses continua acima da meta, em 6,56%. 

(Alexandre Tombini) O Banco Central manteve a inflação sob controle nos últimos anos, em que pese alguns ventos contrários...uma conjuntura internacional das mais complexas numa perspectiva histórica ...de outro a ocorrência de choques de preços desfavoráveis no âmbito doméstico, a exemplo dos decorrentes de condições climáticas das mais adversas. O banco central não será complacente com a inflação e fará o que for necessário para viabilizar um cenário de inflação mais benigno no período 2015/2016 

(Repórter) Tombini destacou que as condições do mercado de trabalho continuam favoráveis com geração de emprego e expansão da renda real do trabalhador. Mas reforçou que é preciso estimular fontes complementares de crescimento, focar em ganhos de produtividade, melhoria da infraestrutura e adoção de políticas públicas voltadas para a qualidade da educação. Lembrou que o sistema financeiro do País é sólido e com índices de inadimplência reduzidos. Sobre o aumento do déficit na balança comercial, Tombini lembrou o declínio de preços internacionais de produtos importantes da pauta de exportação brasileira. A senadora Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná, elogiou a capacidade do governo de conseguir manter os níveis de emprego, apesar do cenário internacional desfavorável 

(Gleisi Hoffmann) para mim a coisa mais importante na economia. manter o emprego e manter a renda das pessoas. a renda pode não ter crescido como gostaríamos, mas se manteve, e cresceu um pouquinho. isso para mim é um indicador econômico relevante. 

(Repórter) Já o senador Ricardo Ferraço, do PMDB do Espírito Santo, criticou o alto endividamento público e a política de financiamento sem transparência do BNDES. Para ele, o governo federal incentivou estados e múnicipios a se endividarem. 

(Ricardo Ferraço) Desde 2009 essa política de financiamento público já gerou aportes superiores a 450 bilhões de reais, utilizados por crédito subsidiado sem que possamos observar o tão esperado crescimento econômico em razão dessa transferência feitas. Nos últimos anos 

(Repórter) Alexandre Tombini foi mantido à frente do Banco Central para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.
16/12/2014, 00h46 - ATUALIZADO EM 16/12/2014, 00h46
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