Kajuru destaca COP28 e ressalta necessidade de rever Acordo de Paris

Da Agência Senado | 05/12/2023, 16h57

Em pronunciamento nesta terça-feira (5), o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) destacou a realização da Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (COP28) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O parlamentar observou que o evento acontece em um ano de recordes de temperatura, tendo sido o mais quente da história, segundo estudiosos. Kajuru ressaltou que 2023 vem “assombrando” o mundo com múltiplos eventos climáticos extremos, como ondas de calor, chuvas torrenciais, secas prolongadas, degelo e incêndios florestais.

Segundo o parlamentar, existe um consenso entre os cientistas de que a principal meta estabelecida no Acordo de Paris, aprovado em 2015 com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e o aquecimento global, já não é mais válida. O parlamentar advertiu para o fato de que limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais é insuficiente para conter, em nível seguro, o aquecimento global.

— Foi esse, aliás, o principal alerta que o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fez nos seus dois antológicos e preciosos pronunciamentos em Dubai, aplaudidíssimo pelo mundo em ambos. Ao observar que estamos diante do que talvez seja o maior desafio enfrentado pela humanidade, o presidente brasileiro acentuou que o caminho da COP 28 até a COP 30, que vai acontecer em Belém do Pará daqui a dois anos, vai ditar o futuro da humanidade. Todos os países terão de refazer as metas do Acordo de Paris com a finalidade de aumentar os esforços para conter a proliferação de gases de efeito estufa. O Brasil faz a sua parte mantendo o compromisso de zerar o desmatamento na Amazônia até 2030 e atingir a neutralidade climática até 2050.

Na opinião do senador, a busca indispensável de energia limpa precisa ter como contrapartida reduções significativas na quantidade de queima de combustível fóssil, principal responsável pelo aquecimento. Kajuru também reforçou: as nações mais ricas precisam honrar os compromissos firmados de auxiliar os países pobres nessa tarefa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)