Senadores sugerem alinhamento de pleitos em discussão de adiamento de eleições

Da Redação | 17/06/2020, 19h06

Na sessão de debates para falar sobre a possibilidade de adiamento das eleições municipais de 2020, os senadores Major Olimpio (PSL-SP) e Zequinha Marinho (PSC-PA) sugeriram aproveitar o momento para promover o alinhamento definitivo entre os pleitos municipais e as eleições gerais.

Para Zequinha, não há nenhuma certeza de que em meados de novembro, nova data proposta para as eleições deste ano, o país teria a pandemia de covid-19 mais sob controle do que em outubro, quando o pleito está programado. Nesse caso, na sua opinião, o mais prudente seria não fazer o processo neste ano, e, sendo assim, seria a oportunidade ideal para que todas as eleições acontecessem juntas. As próximas eleições gerais serão em 2022.

— O Brasil precisa fazer isso. Há muito tempo fala-se, mas não se tem coragem para fazer esse enfrentamento — criticou ele, completando que, se não for possível fazer o alinhamento, a mudança de data ainda dentro de 2020 é 'o mínimo'.

Major Olimpio disse entender que a concentração de todas as eleições numa única data será uma questão de “economia”. Os recursos reservados para o pleito neste ano (cerca de R$ 4 bilhões, entre logística e fundo para campanhas), na sua avaliação, deveriam ser destinados à saúde pública.

— Estamos no imponderável. Não consigo ter otimismo de imaginar que em 15 de novembro vamos conseguir realizar as eleições.

No entanto, Olimpio observou que o alinhamento das eleições esbarra na necessidade de mudar o tamanho dos mandatos de prefeitos e vereadores. O senador Cid Gomes (PDT-CE) destacou que isso não pode ser feito para os mandatos atuais, mas sinalizou que seria favorável a prolongar os mandatos dos eleitos neste ano, de modo que as eleições municipais seguintes possam ser realizadas em 2026 — junto com as eleições gerais do mesmo ano.

Cid também afirmou que os senadores não têm “bola de cristal” para decidir sobre as eleições de 2020 com clareza. Ele sugeriu que, em vez do adiamento, o pleito poderia ser conduzido ao longo de três dias, em vez de um só. Nos primeiros dois dias compareceriam às urnas as mulheres e os homens entre 18 e 70 anos de idade, cujo voto é obrigatório. No último dia, os demais eleitores.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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