Projeto Rondon pode se tornar Patrimônio Imaterial da Educação Superior

Da Redação | 23/08/2019, 11h17

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) analisa proposta que torna o Projeto Rondon Patrimônio Imaterial da Educação Superior Brasileira (PL 4.613/2019). O programa, coordenado pelo Ministério da Defesa, estimula estudantes universitários a participarem de ações em municípios previamente selecionados e pensarem soluções para problemas das comunidades carentes. As estratégias são orientadas por professores de diferentes áreas de conhecimento.

“O Projeto Rondon prioriza desenvolver ações que tragam benefícios permanentes para as comunidades, principalmente as relacionadas com a melhoria do bem-estar social e a capacitação da gestão pública. Busca, ainda, consolidar no universitário brasileiro o sentido de responsabilidade social, coletiva, em prol da cidadania, do desenvolvimento e da defesa dos interesses nacionais, contribuindo na sua formação acadêmica e proporcionando-lhe o conhecimento da realidade brasileira”, justifica o senador Flávio Arns (Rede-PR), autor do projeto de lei.

De acordo com o Ministério da Defesa, o Projeto Rondon começou em 1967 com o objetivo de apresentar aos universitários a realidade brasileira. A iniciativa funcionou até 1989 e foi retomada em 2005, realizando, desde então, 82 operações em 1.213 municípios de 24 unidades da federação. Mais de duas mil instituições de ensino superior e 22.896 "rondonistas" (universitários e professores) participaram do projeto, alcançando cerca de 2 milhões de pessoas.

A proposta estabelece que o Poder Público deve zelar pela preservação da memória e acervo histórico do Projeto Rondon, promover a integração e dar consecução às ações do Projeto.

O senador Arns destaca também que a iniciativa abrange as áreas de cultura, direitos humanos e justiça, educação, saúde, esporte, meio ambiente, tecnologia, agricultura, turismo e comunicação, por isso, deve ser valorizada, pois trata-se de um importante instrumento para diminuir as desigualdades regionais apresentadas no país.

Fernando Alves com supervisão de Sheyla Assunção

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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