Marta Suplicy aplaude projeto que permite plantio de maconha para fins medicinais

Da Redação e Da Rádio Senado | 28/11/2018, 18h11 - ATUALIZADO EM 28/11/2018, 18h16

A senadora Marta Suplicy (MDB-SP) comemorou nesta quarta-feira (28) em Plenário a aprovação, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), do projeto de lei do Senado (PLS) 514/2017, que permite o plantio de maconha para fins medicinais. O texto, aprovado pela manhã, também permite a importação de sementes e segue para a análise do Plenário antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Marta lembrou que, antes de votar o projeto, a CAS ouviu relatos de mães de autistas que também tinham epilepsia. Segundo elas, seus filhos, que antes do uso devidamente prescrito da maconha chegavam a ter 20 ataques de epilepsia ao dia, agora já não sofrem com isso.

A senadora disse ainda que proposta autoriza as famílias dos interessados a se unirem em cooperativas, de modo a facilitar e otimizar o processo de importação de semente, plantio e colheita do produto, que também poderá ser usado para minimizar o sofrimento de pessoas com doenças terminais e mitigar o efeito de doenças como o Parkinson, o Alzheimer e a esclerose.

Marta questionou os parlamentares que votaram contrariamente ao projeto sob a alegação de falta de preparo do Estado para fiscalizar se os importadores estão, de fato, usando para fins medicinais o material importado. Ela explicou que a importação das sementes somente será possível com prescrição médica e autorização.

O apoio médico também será necessário para que as famílias saibam a quantidade do produto a ser usada para melhorar a qualidade de vida do paciente, acrescentou a senadora. Ela acrescentou que a importação do medicamento fabricado nos Estados Unidos também pode ser uma saída para as famílias, mas o custo é muito mais elevado que a compra e o cultivo das sementes.

— Sabe qual é o preço do remédio, em média? R$ 2,9 mil a pílula, por mês, que essas famílias gastam. Então, o que que acontece? A família, primeiro, vende o carro, depois vendo não sei o quÊ, depois não tem mais R$ 2,9 mil por mês para pagar o remédio. E aí fica no desespero — declarou Marta Suplicy.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)