Brasil pode aumentar intercâmbio com Belarus, afirma embaixador

Da Redação | 28/11/2018, 17h08

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quarta-feira (28) a indicação do diplomata Paulo Fernando Feres para a chefia da representação brasileira em Belarus. A análise da indicação segue agora ao Plenário do Senado.

Durante a sabatina, Feres informou ter se reunido no início da semana com representantes da embaixada de Belarus em Brasília, que lhe informaram sobre o interesse em efetivar parcerias com o Brasil na área militar, além de aprofundar o intercâmbio econômico. Com base nessas diretrizes, o país já concedeu oficialmente preferência à Embraer para o fornecimento de aviões e pretende realizar uma reunião da Comissão Bilateral de Assuntos Econômicos no ano que vem em Minsk (capital do país) .

Também poderá ser aprofundado o intercâmbio na área cultural, segundo Feres. Isso porque Minsk realiza todos os anos o Vulica Brasil, evento dedicado à cultura brasileira, que chegou a reunir mais de 100 mil pessoas em setembro de 2017.

— Vulica significa "rua" em bielorrusso. É um festival que reúne artistas brasileiros e bielorrussos durante duas semanas, de diversas áreas culturais, desde música até grafite e arte urbana em geral. É uma bela vitrine para divulgarmos nosso país — concluiu o diplomata.

Mercosul

Na reunião de hoje o presidente da CRE, senador Fernando Collor (PTC-AL), voltou a defender a necessidade de se manter unido o Mercosul, "cuja utilidade, relevância e sentido têm sido alvos de discussões no Brasil nos últimos dias".

Ele voltou a ressaltar, como na semana passada, a relevância que o bloco tem para as exportações da indústria brasileira.

— Os dados consolidados mais recentes, de 2017, mostram que mais de 90% do que exportamos para Argentina, Uruguai e Paraguai foram bens industrializados. O valor chegou a U$ 20,7 bilhões. Nos últimos 10 anos, é com o Mercosul que temos nosso maior superávit: U$ 87,6 bilhões. Com a China, nosso maior parceiro individual, este superávit foi de U$ 74,1 bilhões. Os estados do Sul (Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina) tiveram no ano passado um superávit de U$ 1,3 bilhão com as nações do Mercosul —  finalizou Collor.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)