Crítica não deveria recair sobre salários, mas sobre gastos com os Poderes, diz Medeiros

Da Redação | 13/11/2018, 16h30 - ATUALIZADO EM 13/11/2018, 17h03

Na opinião do senador José Medeiros (Pode-MT), o debate acerca do endividamento dos estados não deveria passar apenas por questões como o aumento concedido ao Poder Judiciário, aprovado no Senado na semana anterior (PLC 27/2016). Ele entende que o foco dessa discussão deveria ser os percentuais do Orçamento que os governos repassam obrigatoriamente para o Judiciário e o Legislativo.

— Alguns estados já estão procurando o novo presidente para ver a questão das suas dívidas, e Mato Grosso é um deles. Falta dinheiro para a segurança, falta dinheiro para a saúde. É um bom momento para uma discussão séria sobre o Orçamento público, sobre a divisão de receitas entre os Poderes - ponderou.

Assim, ele sugere uma revisão do percentual de repasse aos Poderes, incluindo o tribunal de contas, o Ministério Público, o Judiciário e o Legislativo —, porque, na sua opinião, os salários são irrisórios nesse debate e não alteram o montante repassado aos Poderes.

— A briga não pode ser centrada nos salários. Ninguém se escandaliza com o tanto que se repassa para as Assembleias Estaduais, com o percentual que os governos estaduais estão repassando para o Judiciário. Ninguém questiona se o Judiciário é caro; preocupa-se com o salário. Estou fazendo esse esclarecimento para se entender como o sistema funciona. Tem que ser um debate à altura do problema — declarou Medeiros, que revelou estar “apanhando nas redes como se fosse um bandido” desde a aprovação do reajuste dos salários do Judiciário.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)