Senadora Fátima Bezerra é eleita governadora do Rio Grande do Norte

Da Redação | 28/10/2018, 19h12 - ATUALIZADO EM 29/10/2018, 15h42

Selo_Eleições_2018

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) foi eleita governadora do Rio Grande Norte neste domingo (28), com 57,5% dos votos. Fátima venceu o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT), que ficou com 42,4%. A governadora eleita terá como vice-governador Antenor Roberto (PCdoB).

Professora

Maria de Fátima Bezerra é natural de Nova Palmeira, na Paraíba. Formada em pedagogia, tem 63 anos e exerce atualmente seu primeiro mandato como senadora. Foi professora da rede pública na prefeitura de Natal e no governo estadual.

É filiada ao PT desde 1981, legenda pela qual iniciou e segue na vida pública. Foi deputada estadual por dois mandatos (1994 e 1998). Em 2002, foi eleita deputada federal, sendo reeleita em 2006 e 2010. Em 2014 elegeu-se senadora, derrotando a ex-governadora Wilma de Faria. Como ainda teria quatro anos de mandato no Senado, Fátima deve renunciar ao cargo em janeiro para assumir o Executivo estadual.

Seu primeiro suplente é o empresário do setor eólico Jean-Paul Prates (PT), que deve cumprir os próximos quatro anos do mandato no Senado.

Minas

Outros dois senadores na disputa de segundo turno para governador não tiveram o mesmo sucesso. Em Minas Gerais, o senador Antonio Anastasia (PSDB) perdeu a disputa pelo governo do estado para o empresário Romeu Zema (Novo), que concorria pela primeira vez a um cargo público. Zema teve mais de 70% dos votos, enquanto Anastasia ficou com 28%. O senador retorna ao Senado, onde tem mais quatro anos de mandato, até fevereiro de 2023.

Amapá

No Amapá, o também senador João Capiberibe (PSB) foi derrotado pelo atual governador do estado, Waldez Góes (PDT). Em uma disputa apertada, Capiberibe recebeu 47,6% dos votos enquanto Goez alcançou 52,3%. O senador segue no Senado até 31 de janeiro de 2019, quando encerra seu mandato.

João Capiberibe chegou a ter a candidatura impugnada no primeiro turno por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AP) porque sua chapa era formada também pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que não prestou contas dos gastos do Fundo Partidário. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no entanto, derrubou a decisão do TRE, excluindo apenas o PT da disputa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)