Suplentes assumirão vagas de senadores que se elegeram a governos estaduais

Da Redação | 09/10/2018, 12h34 - ATUALIZADO EM 09/10/2018, 16h53

Selo_Eleições_2018Três senadores elegeram-se para postos nos governos de seus estados. Com isso, abrem espaço para que seus suplentes assumam a titularidade dos mandatos.

Dois deles elegeram-se governadores já no primeiro turno: Ronaldo Caiado (DEM), em Goiás, e Gladson Cameli (PP), no Acre. Regina Sousa (PT) foi eleita vice-governadora do Piauí na chapa liderada pelo atual governador, Wellington Dias (PT). Todos tomam posse no dia 1º de janeiro, e os suplentes poderão assumir logo em seguida.

Luiz Carlos do Carmo

O primeiro suplente de Caiado é o empresário Luiz Carlos do Carmo (MDB). Ele foi deputado estadual entre 2006 e 2014. Em seu perfil na Assembleia Legislativa de Goiás, menciona sua trajetória de mais de 30 anos como evangélico da igreja Assembleia de Deus em Campo de Campinas, em Goiânia.

Na condição de empresário, lembra a atuação nos ramos de mineração, transportes, autopeças e materiais de construção. Ele destacou nessa trajetória a abertura de uma usina de calcário em Itaberaí (GO), no ano 2000. A empresa hoje possui filiais nas cidades goianas de Niquelândia, Itapaci e Minaçu e em Palmeirópolis (TO).

Em entrevista à Rádio Senado na segunda-feira (8), informou que terá como prioridades do mandato a reforma tributária e a geração de empregos.

— A melhor forma de ajudar a cidadania se dá por meio da geração de empregos. O país precisa focar numa reforma tributária que de fato leve a uma redução de impostos — disse.

Além de deputado estadual, Luiz Carlos do Carmo foi secretário de Infraestrutura da prefeitura de Goiânia em 2011. O mandato como titular vai até fevereiro de 2023.

Mailza Gomes

A primeira suplente de Gladson Cameli é Mailza Gomes (PP). Em sua trajetória na vida pública, ocupou as Secretarias de Articulação Institucional e de Assistência Social no município de Senador Guiomard (AC). Em declarações à mídia acriana, tem reiterado que dedicará seu mandato à área social, em especial aos setores de saúde, educação e segurança pública. O mandato também vai até 2023.

Zé Santana

O suplente de Regina Sousa é o deputado estadual Zé Santana (MDB), que reelegeu-se para a Assembleia Legislativa do Piauí no último domingo. A posse para o novo mandato está prevista para o dia 1º de janeiro, a mesma data prevista também para que Regina assuma o posto de vice-governadora.

Por causa dessa situação, o Senado poderá contar durante o mês de janeiro do ano que vem com 80 senadores em vez de 81, caso Zé Santana opte por não assumir a vaga no Senado, já que o mandato como senador termina no dia 31 de janeiro. Ele também terá como opção licenciar-se da assembleia legislativa assim que Regina deixar o Senado, retornando para a assembleia a partir de fevereiro, após o término do mandato.

Zé Santana é advogado e professor concursado da Secretaria de Educação do Piauí. Tem também especialização em formação de gestores públicos pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Entre 2017 e 2018, foi secretário de Ação Social no governo de Wellington Dias, tendo em anos anteriores ocupado postos também na Companhia de Habitação e na Secretaria de Justiça do governo estadual.

Segundo turno

Outros três senadores mantêm-se na disputa por governos estaduais no segundo turno, que ocorrerá no dia 28 de outubro. São eles Antonio Anastasia (PSDB), em Minas Gerais, Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte, e João Capiberibe (PSB), no Amapá. Os mandatos de Anastasia e Fátima no Senado estão previstos para durar até 2023, enquanto o de Capiberibe encerra-se agora em janeiro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)