Lindbergh Farias sugere convocação de Assembleia Constituinte

Da Redação | 12/07/2018, 12h27 - ATUALIZADO EM 12/07/2018, 19h57

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) defendeu nesta quinta-feira (12) a refundação do Estado brasileiro. Para isso, segundo ele, seria necessária a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, que fosse capaz de reformar os poderes Judiciário e Legislativo, os sistemas tributário e político e ainda democratizar os meios de comunicação, que estão hoje sob o comando de poucos grupos empresariais, como ressaltou.

Na opinião dele, com o impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016, houve uma ruptura do pacto democrático construído pela Constituição de 1988, e o país assiste agora a um neoliberalismo radical, que ataca os mais variados direitos da população.

— De pouco valerá eleger em outubro um novo presidente que vai ficar refém desse Congresso, que só atende interesses de grandes conglomerados financeiros,  e de um Poder Judiciário, que assume papel de ditador [...] Não basta eleger Lula. Se não mudar esse sistema podre, não vão deixar Lula governar. Eu fico vendo o que o Eduardo Cunha fez naquele período do governo da Dilma, como ele paralisou tudo. Se nós elegermos o Lula, nós temos que chamar, imediatamente, uma Assembleia Nacional e colocar o povo para participar desse processo — opinou.

O senador também denunciou o que considera constantes tentativas do Judiciário de calar a voz do ex-presidente. Ele criticou a decisão da juíza Carolina Lebbos de proibir Lula de dar entrevista. A juíza é responsável pela execução penal do líder petista.

— Ora, não é a juíza de execução penal que vai dizer se Lula é inelegível ou não. O Lula ainda tem recursos, vai se registrar no dia 15, aí é que começa o processo sobre inelegibilidade dele. A Constituição veda a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de condenação criminal transitada em julgado. E não há condenação criminal transitada em julgado do presidente Lula — argumentou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)