Capiberibe reclama de falta de sistema de energia solar em comunidades isoladas

Da Redação e Da Rádio Senado | 11/07/2018, 16h56 - ATUALIZADO EM 11/07/2018, 19h59

O senador João Capiberibe (PSB-AP) lamentou nesta quarta-feira (11) que o governo não tenha técnicos capazes de elaborar projetos de sistemas isolados de produção de energia para fornecer eletricidade às populações isoladas, como as da Amazônia, por exemplo.

O senador informou que, no Amapá, a linha de transmissão que levava energia para os moradores do arquipélago do Bailique se perdeu. A solução para o problema, na opinião dele, passa pelo fornecimento de energia solar. O problema, disse ele, é que o governo se recusa a avaliar uma proposta nesse sentido.

E quem sofre com todo esse impasse, acrescentou o senador, são os 12 mil moradores do arquipélago, que, por falta de energia, enfrentam dificuldades na exploração das duas atividades geradoras de renda: a pesca do camarão e a produção do açaí.

— O saco de açaí de 60 quilos é comercializado em Macapá por R$ 70. Lá, na comunidade distante, eles não alcançam mais do que R$ 15,20. É impossível  sobreviver com uma receita dessa. É a única moeda de troca que eles têm. O camarão também é outra riqueza, só que, sem energia elétrica, tanto o açaí quanto o camarão não podem ser conservados. Então eles vendem o quilo do camarão a R$ 5, isso quando encontram comprador.

João Capiberibe chegou a pensar num projeto de lei para obrigar o governo a incentivar a implantação de projetos de geração de energia solar, com o objetivo de garantir o fornecimento de eletricidade a essas comunidades isoladas.

Ele informou que, em Oiapoque, uma empresa privada, com apoio do governo francês, instalou 4 megawatts de energia solar, beneficiando 4 mil pessoas de uma comunidade.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)