Lopes critica demora na instalação de comissão da MP sobre intervenção no Rio

Da Redação | 07/06/2018, 12h08 - ATUALIZADO EM 07/06/2018, 14h38

Em pronunciamento nessa quarta-feira (6), o senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) fez críticas à demora na instalação da comissão mista para exame da Medida Provisória 826/2018, que criou cargos de apoio ao gabinete de intervenção federal no Rio de Janeiro. Ele criticou também o interventor federal, general Walter Souza Braga Netto, que, como ressaltou, não compareceu nem justificou sua ausência em audiência pública realizada pelo colegiado no começo de junho.

Eduardo Lopes declarou que a intervenção na segurança do Rio era necessária, já que o estado não tinha mais condições para enfrentar a criminalidade, mas considerou que a medida ainda não obteve os resultados esperados. Ele disse lamentar o fato de que o valor de R$ 1,2 bilhão, liberado pelo governo, ainda não tenha sido utilizado em virtude da burocracia, e afirmou que os índices de violência no Rio só aumentam.

Segundo o parlamentar, 11 indicadores de criminalidade cresceram no primeiro trimestre de 2018 – fevereiro, março e abril –, em comparação com o mesmo período de 2017.

- Sessenta e três operações foram suspensas. Eu já cobrei aqui a responsabilidade disso. Inclusive, depois de vários pronunciamentos aqui na tribuna foi que realmente o governo se moveu para indicar, depois de mais de 40 dias, o presidente da Comissão da MP [826/2018], senador Valdir Raupp, e a relatora, a deputada Laura Carneiro – informou.

A MP 826/2018 foi aprovada na comissão mista, e seguiu para a Câmara dos Deputados. A proposta ainda será votada nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)