Ana Amélia cobra do governo solução para o alto preço dos combustíveis

Da Redação | 21/05/2018, 15h59 - ATUALIZADO EM 21/05/2018, 18h12

Nesta segunda-feira (21), caminhoneiros bloqueiam rodovias em todo o país em protesto contra a política de preços dos combustíveis, especialmente em relação ao diesel, que, neste ano, já teve aumento de 8%.

A senadora Ana Amélia (PP-RS), ao lembrar que, no mesmo período, a inflação foi de 1%, cobrou do governo uma solução para o problema que afeta toda a economia e o orçamento dos cidadãos.

Dados sobre a composição do preço dos combustíveis revelam que os valores referentes ao ICMS, Cide, PIS/PASEP e Cofins representam 45% do preço cobrado pela gasolina. Quanto ao diesel, tais impostos correspondem a 29%, afirmou Ana Amélia.

— O problema maior, é claro, é o diesel, porque é o combustível usado não só para os caminhões, mas é usado também por máquinas e implementos agrícolas, o que agrava a situação com um custo adicional para os produtores rurais brasileiros. Desde julho de 2017, o preço da gasolina comercializado nas refinarias acumula uma alta de 58,76% e o diesel, uma valorização de 59,32%, segundo informações da própria Petrobras.

A senadora reconheceu que os constantes aumentos fazem parte de uma política adotada pelo governo desde julho do ano passado para corrigir uma distorção gerada no governo Dilma Rousseff, quando o preço dos combustíveis era controlado artificialmente.

Agora, explicou a senadora, o preço dos combustíveis varia conforme o valor do petróleo no mercado mundial. E a importação de petróleo está mais dispendiosa por causa da desvalorização do real em relação ao dólar.

Em seu discurso no Plenário, Ana Amélia criticou ainda o resultado das eleições presidenciais na Venezuela.

Segundo ela, a vitória de Nicolás Maduro é questionada e não foi reconhecida por diversos países, inclusive o Brasil, por causa das fraudes ocorridas durante o pleito.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)