Senadores promovem aproximação entre Brasil e Coreia do Norte durante cúpula de paz

Da Redação | 04/05/2018, 14h07 - ATUALIZADO EM 04/05/2018, 17h55

Os senadores Pedro Chaves (PRB-MS) e Fernando Collor (PTC-AL) retornam nesta sexta-feira (4) ao Brasil após terem representado o Senado Federal na Cúpula das Coreias. No evento histórico, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, concordaram em trabalhar para livrar a península de armas nucleares e para transformar o armistício que encerrou a Guerra da Coreia em 1953 em um tratado de paz ainda este ano.

Pedro Chaves ressaltou a importância do ato. Para ele, "a paz e o fim da animosidade entre esses países mostram que todos somos capazes de superar dificuldades em nome de um bem maior”. O encontro dos mandatários coreanos aconteceu em Panmunjon, zona desmilitarizada situada na fronteira das Coreias.

— No local pudemos ver os dispositivos militares e todo o aparato bélico usado naquela região. Tudo aquilo mantinha o clima de tensão entre as nações e dificultavam ainda mais a possibilidade de paz — observou Pedro Chaves.

Membros da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Chaves e Collor, que preside a comissão, aproveitaram a viagem para promover a aproximação entre os governos brasileiro e norte-coreano. Eles se reuniram com  o vice-primeiro ministro, Ro Du-chol, e o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Ho Yong-bok.

Os senadores também se encontraram com o Chefe de Estado da República Democrática Popular da Coreia, Kim Yong-nam. Pedro Chaves destacou a importância de buscar relações comerciais com países da Ásia.

— O Brasil é único das Américas que possui embaixada na Coreia do Norte. A visita ao país neste momento tão importante, como é a Cúpula das Coreias, é essencial para estreitarmos as relações comerciais —  ressaltou.

No ano passado, o Brasil foi o 8º país que mais comprou produtos vindos da Coreia do Norte, indicam dados compilados pela ONU. Durante o período, o comércio bilateral totalizou US$ 10,75 milhões (cerca de R$ 36 milhões).

 

Com informações da Assessoria do senador Pedro Chaves

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)