Escola tem que se integrar com a comunidade, avaliam debatedores

Augusto Castro | 23/04/2018, 21h39 - ATUALIZADO EM 24/04/2018, 14h00

A escola precisa evoluir da mera instrução para um novo paradigma de aprendizagem e de comunicação integrado com a comunidade. A avaliação foi feita por especialistas ouvidos nesta segunda-feira (23) em audiência pública interativa sobre as fronteiras da educação no país. O evento integrou o ciclo de debates “2022, o Brasil que queremos”, parceria da Comissão Senado do Futuro (CSF) com a Universidade de Brasília (UnB) e a organização União Planetária.

Representante da Comunidade de Aprendizagem do Paranoá (CAP), o professor José Pacheco explicou o novo formato de ensino que vem sendo implantado na cidade, no Distrito Federal. A proposta é uma aprendizagem que priorize o envolvimento entre escola e comunidade, sem divisão de salas, sem aplicação de provas e sem cadeiras enfileiradas, mas sim "círculos de aprendizado".

Para ele, a escola do século 21 é uma instituição de comunidade, voltada para a aprendizagem com foco na realidade local do aluno e seu entorno. Essa entidade, afirmou, tem de se tornar um verdadeiro centro comunitário e atender não só os estudantes, mas também outras demandas da região na qual está inserida.

— O CAP surge como nova construção social da aprendizagem, um aprender em comunidade — disse.

O presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), Fredric Michael Litto, afirmou que a educação no Brasil está cada vez mais obsoleta. Para ele, o mundo está passando por uma revolução educacional e uma de suas características é a necessidade de a pessoa adquirir, de maneira constante, novos conhecimentos e competências, com aprendizagem durante toda a vida.

Litto defende ser necessário deixar para trás conceitos antiquados como o de que o aluno é um receptor passivo de informações e de que todos os estudantes têm que ser avaliados uniformemente. Ele também classificou de obsoletas a ideia de que o professor tem que ficar posicionado na frente da sala com todo os estudantes voltados para ele e a de que o professor é o dono da verdade e principal fonte de conhecimento.

Por sua vez, o presidente da Academia Mundial de Artes e Ciências, Heitor Gurgulino de Souza, defendeu a “aprendizagem centrada na pessoa” e no uso de inovação, criatividade e tecnologia no ensino.

— A educação é a chave, é a base de tudo — disse.

A assessora do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e professora Marcia Acioli falou de sua experiência com educação de jovens que cumprem medidas socioeducativas, incluindo adolescentes internados.

Ela citou como algumas das características desse trabalho a educação em direitos humanos, cidadania, política, possibilidade de mudanças na realidade, formas de ler o mundo, arte-educação, cultura e criatividade.

reunião foi comandada pelo presidente da CSF, senador Hélio José (Pros-DF).  O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) também participou do debate.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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