Medidas já reduziram o consumo de água no Senado em 28%

Da Redação | 22/03/2018, 18h18 - ATUALIZADO EM 26/03/2018, 11h03

Nesta quinta-feira (22), celebra-se o Dia Mundial da Água. O cuidado com esse bem é pauta permanente no Senado. A crise hídrica no Distrito Federal, agravada em 2017, contribuiu para algumas decisões, mas a Casa já vinha adotando medidas para a redução do consumo de água desde 2013. A queda no consumo de água comparando-se 2014 e 2017 foi de 28,7%.

Durante esse período, dois setores, principalmente, atuaram para forçar a redução do uso de água: a Secretaria de Infraestrutura (Sinfra) e o Núcleo de Coordenação de Ações Socioambientais (NCAS).

O diretor da Sinfra, Joelmo Borges, explica que o primeiro passo foi uma revisão de todos os prédios em busca de pontos de vazamento. A varredura incluiu bacias sanitárias e válvulas com defeito, que foram trocadas por modelos de menor consumo. A Secretaria também vedou quase todas as torneiras usadas para irrigação, deixando apenas 10 em funcionamento, e substituiu algumas delas por modelos mais econômicos. Outra medida foi a instalação de redutores de pressão na saída dos reservatórios e em algumas torneiras, de forma a diminuir o fluxo de água.

A diretriz foi adotada também pelo Viveiro do Senado, que faz cultivo de mudas para abastecer a Casa e para doação em parceria com outros órgãos. As espécies que precisam ser regadas o ano todo foram substituídas por plantas xerófitas, que apresentam baixa demanda hídrica, como a família dos cactos e dos agaves. Adaptadas ao nosso bioma, elas podem passar o período de seca sem uma gota d’água.

Até para produzir mudas, o Viveiro reaproveita água da chuva. E, ao doar mudas, ajuda na produção de água em Brasília, uma vez que parte dessas árvores vai crescer nas matas ciliares e nas margens de nascentes. Em 2017, foram 700 mudas, entre árvores e herbáceas, doadas à Cidade Estrutural. Ao todo, o Viveiro do Senado, criado em 2013, já doou cerca de 2 mil mudas.

Essas e outras ações decorrem do Plano de Gestão de Logística Sustentável (PGLS), implantado em 2015. O documento prevê, entre outros eixos temáticos, um conjunto de ações que visam à redução do consumo de água e medidas para uma gestão mais eficiente e sustentável do Senado.

A coordenadora do Núcleo de Coordenação de Ações Socioambientais, Karin Kassmayer, explica que entre as ações previstas no PGLS para o biênio 2017/2018 estão um estudo de viabilidade para estender o aproveitamento da água da chuva a outros setores e também a possibilidade de medidores individuais nos órgãos da Casa. Karin lembra que todas as iniciativas caminham de acordo com a Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei 9.433/1997), que determina o desenvolvimento de plano de gestão ambiental e de uso racional da água por parte das instituições.

Com informações do Núcleo de Coordenação de Ações Socioambientais

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)