Ensino fundamental e médio deverão ter educação alimentar, decide Comissão de Educação

Da Redação | 13/03/2018, 18h27 - ATUALIZADO EM 14/03/2018, 09h06

A Comissão de Educação aprovou nesta terça-feira (14) o relatório de Pedro Chaves (PRB-MS) à proposta que inclui, de forma transversal, a educação alimentar e nutricional nos currículos dos ensinos fundamental e médio. O texto segue agora para o Plenário do Senado.

Na discussão, Chaves lembrou que incluir esses assuntos no ensino formal "é uma forma de garantir conhecimento sobre o tema e reforçar hábitos alimentares saudáveis" nos estudantes.

- O acesso das crianças e adolescentes à alimentação não ocorre só no âmbito familiar, mas em muitos espaços sociais, e muitas vezes sem orientação. E, mais que isso, às vezes adultos com hábitos inadequados acabam reforçando o interesse deles nas dietas pouco nutritivas - alertou.

Ainda segundo Chaves, o resultado mais visível dessa situação tem sido o aumento da obesidade entre os jovens, causando outros problemas como diabetes e problemas cardíacos, além de consequências negativas para a autoimagem e o bem-estar.

- Mesmo se considerarmos que a obesidade não está sempre associada a fatores alimentares, podendo ter causas genéticas ou relacionadas a estilos de vida e metabolismo, controlar o fator alimentação é importante para qualquer pessoa. Alimentação não é só fonte de energia, é também saúde, prazer, alegria e sociabilidade - finalizou o senador.

Também foi aprovado hoje pela CE o projeto de Telmário Mota (PTB-RR) que institui os territórios étnico-educacionais como forma facultativa de organização da educação escolar indígena (PLS 737/2015). A proposta pode seguir para a Câmara dos Deputados.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)