Gleisi Hoffmann critica operação da Polícia Federal e afirma que PT sofre perseguição

Da Redação e Da Rádio Senado | 06/12/2017, 18h29 - ATUALIZADO EM 06/12/2017, 21h44

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou nesta quarta-feira (6) em Plenário que seu partido é vítima de perseguição das autoridades policiais e judiciárias.

Ela afirmou que o PT e seus integrantes têm sido acusados injustamente. Para a senadora, seu partido foi o que mais contribuiu para o combate à corrupção. Gleisi afirmou que a legenda criou a Controladoria-Geral da União e propôs projetos que aperfeiçoaram os mecanismos de combate à corrupção; deu autonomia à Polícia Federal; e respeitou a escolha dos integrantes do Ministério Público para chefiar a Procuradoria-Geral da República.

— Nós tivemos nos governos do PT, 2.195 operações especiais da Polícia Federal, entre 2003 e 2014, contra 40 no governo do Fernando Henrique, dos tucanos, que são pouco investigados pela Polícia Federal. Aliás, só o Aécio [Neves, do PSDB de Minas Gerais] que teve a desgraça de cair na teia. Até parece que entregaram ele para beneficiar os demais. O governador do meu estado [Beto Richa] está envolvido em todas as falcatruas, mas isso não aparece. É do PSDB. Geraldo Alckmin está lá, com um monte de denúncia. Agora que estão abrindo o inquérito, e ainda com sigilo, porque com o PSDB tem sigilo — declarou.

Além disso, para a senadora, a Polícia Federal, sob o argumento de combate à corrupção, na verdade busca os holofotes de TV, expondo inadequadamente quem supostamente investiga. Gleisi Hoffmann criticou a ação da PF pela manhã, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em que policiais conduziram coercitivamente o reitor e outros dirigentes da instituição.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)