Aprovada em Plenário indicação de embaixador brasileiro para países africanos

Da Redação | 29/11/2017, 17h36 - ATUALIZADO EM 29/11/2017, 18h01

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (29) a indicação do diplomata Fernando Estellita Lins de Salvo Coimbra para a chefia da representação brasileira em países da África. Fernando Coimbra será embaixador do Brasil na República do Quênia, cumulativamente com as representações brasileiras em Ruanda, Uganda, Somália e Burundi.

Cubano de nascimento, o diplomata é graduado em Antropologia pela Universidade de Brasília (UnB) e iniciou a carreira diplomática em 1986. Desde 2011, é chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério do Meio Ambiente. Fernando Coimbra tem dedicado sua carreira a questões ambientais e à promoção do desenvolvimento sustentável.

Relator da indicação na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), o senador Jorge Viana (PT-AC) destacou a experiência profissional do novo embaixador.

— É um profissional de currículo invejável, que serviu a vários governos, inclusive o atual, sendo auxiliar do Ministério do Meio Ambiente e tem consigo uma experiência muito grande internacional — assegurou.

Fernando Coimbra foi sabatinado na CRE no início de novembro. Aos senadores ele falou sobre as crises políticas nos países africanos onde vai atuar. No Quênia, a Corte Suprema anulou o pleito presidencial por suspeitas de fraudes nas eleições de agosto, em que o atual presidente Uhuru Kenyatta teria recebido quase 100% dos votos. Um novo pleito foi realizado em outubro, porém foi boicotado pela oposição e marcado por alta abstenção. A reeleição de Kenyatta foi mantida com quase 100% dos votos.

Ruanda também tem sido marcada por um governo forte e centralizador, como explicou Coimbra. O atual presidente Paul Kagame também foi reeleito com quase 100% dos votos em agosto para o cargo que ocupa desde o ano 2000. A despeito de críticas de dissidentes, segundo os quais as sucessivas reeleições de Kagame são marcadas por fraudes e de que no país não existe liberdade política ou de expressão, o diplomata entende que o atual regime trouxe estabilidade à nação, marcada pelo genocídio que matou quase um milhão de ruandeses em 1994.

Já a Somália tem como um dos dos grandes desafios o enfrentamento ao grupo terrorista Al-Shabab, de perfil jihadista, que é muito atuante no país e realizou ataques também no Quênia, observou o diplomata.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)