Cássio participa de ato pela liberação de recursos para ciência e tecnologia

Da Redação | 10/10/2017, 19h33 - ATUALIZADO EM 13/10/2017, 15h35

O presidente em exercício do Senado, Cássio Cunha Lima, participou de ato público, nesta terça-feira (10) no Salão Nobre do Congresso, para a entrega de mais de 80 mil assinaturas da petição da campanha Conhecimento sem Cortes, promovida por professores universitários, cientistas, estudantes, pesquisadores e técnicos. A campanha é contrária à redução de investimentos federais nas áreas de ciência, tecnologia e humanidades e conta com a adesão de diversas entidades nacionais, como a Academia Brasileira de Ciência, a Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais, além da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

Durante o evento, também foi divulgado e distribuído aos parlamentares um manifesto que expõe as dificuldades enfrentadas e pede mais recursos para o setor. De acordo com a carta, o contingenciamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em 2017 diminuiu o orçamento de custeio e investimento na área para R$ 3 bilhões, o que corresponde a um terço do valor de 2013, e a proposta orçamentária de 2018 é a menor em mais de uma década, com previsão de R$ 2,7 bilhões para custeio e investimento no ministério.

Para o presidente em exercício do Senado, “a despeito de qualquer viés ideológico, uma nação que se pretenda soberana tem que investir em ciência e tecnologia”. Cássio Cunha Lima destacou, no entanto, que as deficiências do setor só serão solucionadas à medida que o país enfrentar o desafio de reduzir o nível de endividamento público.

- Não adianta imaginar que o país vai continuar se endividando nas proporções do endividamento que vem ocorrendo nas últimas décadas porque, quanto mais deve, mais juros paga e, mais juros se pagando, menos recursos teremos para a educação, para a ciência e tecnologia. Então, conter o tamanho dessa máquina pública monstruosa, perdulária, ineficiente e, infelizmente, extremamente corrupta que o Brasil tem hoje é o caminho duradouro para que tenhamos recursos para a ciência e tecnologia e para a educação - declarou.

Da Assessoria de Imprensa da Presidência do Senado

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)