Armando Monteiro diz que desequilíbrio fiscal levará à queda dos investimentos

Da Redação | 12/09/2017, 20h25 - ATUALIZADO EM 01/03/2018, 14h31

Enquanto as contas do setor público não voltarem a apresentar superávit, a tendência é de queda geral dos investimentos, disse o senador Armando Monteiro (PTB-PE) em pronunciamento nesta terça-feira (12). Ele apontou relação entre o desequilíbrio fiscal e o crescimento econômico, com consequências negativas para a geração de emprego e renda.

Armando Monteiro mencionou estudos econômicos que apontam deficit primário até 2022, com a consequente elevação da dívida pública, o que poderá levar o Brasil a conviver por muitos anos com deficits nominais elevados, acima de 5% do Produto Interno Bruto (PIB), mesmo com a queda real dos juros.

Esse comportamento tende a desviar para o setor público grande parte dos recursos destinados ao financiamento de investimentos, mantendo baixa a taxa de investimento e o crescimento futuro do país, ressaltou Armando Monteiro.

— À medida que o desequilíbrio fiscal se acentue, elevando a dívida pública, é evidente que os títulos públicos perderiam a sua credibilidade. Nesse movimento, a poupança privada é canalizada para o Estado, e ajuda a bancar a máquina pública e os gastos gerais obrigatórios, que têm crescido de maneira explosiva no Brasil — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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