Paim afirma que projeto da reforma trabalhista é perverso e desumaniza relações

Da Redação | 11/05/2017, 13h50 - ATUALIZADO EM 11/05/2017, 14h47

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou duramente o projeto de lei da reforma trabalhista (PLC 38/2017) durante a sessão de debate temático no Plenário do Senado nesta quinta-feira (11). Na opinião dele, o projeto é ruim, perverso e desumaniza a relação entre empregado e empregador ao retirar direitos, enfraquecer sindicatos e priorizar o “negociado sobre o legislado”.

Paim garantiu que o Senado não será “apenas um carimbador” e que os senadores terão responsabilidade para debater a proposta e promover as alterações necessárias em prol do país.

O senador disse que a proposta original do Poder Executivo alterava apenas sete artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), enquanto o texto aprovado pela Câmara dos Deputados traz mais de cem alterações. Para Paim, interesses privados podem ter influenciado o voto de alguns deputados federais. Segundo Paim, a maioria dos deputados que aprovou o projeto da reforma sequer conhece o texto.

- Esta Casa não é Casa de carimbar não. Aqui nós não vamos só carimbar! O Senado vai construir uma reforma possível e humana – afirmou.

Na opinião de Paim, o texto atual da reforma enfraquece a Justiça do Trabalho, diminui a proteção ao trabalhador, reduz direitos, enfraquece sindicatos, permite negociação de verbas rescisórias, dá poder para o empregador se impor em negociações individuais ou coletivas e torna raras as horas-extras, dentre outros defeitos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)