Líderes partidários debatem reforma trabalhista com centrais sindicais

Da Redação | 03/05/2017, 19h34

O líder do PMDB, Renan Calheiros, se reuniu nesta quarta-feira (3) com a oposição e representantes de centrais sindicais para tratar da reforma trabalhista — o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 38/2017, encaminhado para análise das comissões do Senado. Sindicalistas pediram maior espaço de diálogo com os senadores e para que a reforma não receba o mesmo tratamento que teve na Câmara dos Deputados.

Compareceram à reunião representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), da Força Sindical, da Nova Central Sindical de Trabalhadores, da Intersindical, e da União Geral dos Trabalhadores (UGT), além dos líderes partidários Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Renan afirmou que é preciso consenso da maioria para aprovar a proposta de reforma, que classificou como “incoerente”.

— Essa reforma parece incoerente porque, na medida em que ela acaba com a contribuição sindical dos trabalhadores, ela mantém o Sistema S em funcionamento com a sua contribuição — afirmou.

Sistema S é o conjunto de organizações das entidades corporativas voltadas para o treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica do qual fazem parte Senai, Sesc, Sesi, Senac, entre outros.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, defendeu que a pressão popular será um fator decisivo para o modo como a reforma será tratada na Casa. Um dos pontos questionados na proposta está relacionado às mudanças no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo a proposta de nova lei trabalhista, serão permitidos acordos entre empregados e empregadores, em que o trabalhador poderá receber metade do FGTS, o que segundo o sindicalistas abriria precedente para inúmeras negociações que podem acabar com o fundo. Freitas acredita que no Senado o projeto possa ser modificado e atender às solicitações dos trabalhadores.

— Aqui no Senado,  o projeto pode tramitar de maneira que atenda as nossas propostas. Não pode ser a reforma da forma que foi colocada [na Câmara], ela não passará assim porque não é a vontade da população — afirmou.

Liderança

Renan Calheiros também afirmou não ver incompatibilidade em ser líder da bancada do PMDB no Senado e defender os trabalhadores afetados pela reforma. Ele ponderou ser líder por escolha da maioria.

— Não precisa nenhum esforço. Se a bancada aceitar o [senador Roberto] Requião como líder, eu facilito e renuncio agora — declarou.


Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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