Itália pode ajudar no acordo entre Mercosul e União Europeia, diz diplomata

SALEXAND | 17/08/2016, 18h18

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou nesta quarta-feira (17) a indicação do diplomata Antonio Patriota para a chefia da embaixada brasileira em Roma, capital da Itália. Durante a sabatina, Patriota enfatizou que há cerca de 70 mil brasileiros vivem no país europeu. Ele salientou os laços com a Itália e lembrou que o Brasil tem a maior colônia de descendentes italianos.

Quanto à parceria econômica, Patriota lembra que a Itália é tem o segundo maior fluxo de negócios com o Brasil na Europa, ficando atrás apenas da Alemanha. O fluxo comercial gira em torno de US$ 10 bilhões por ano, e o estoque de investimentos de empresas italianas já supera US$ 18 bilhões.

— É o nono país que mais investe no Brasil. São 1.200 companhias que geram cerca de 150 mil empregos — reforçou.

Patriota disse que a Itália apoia o fechamento de um acordo comercial entre a União Europeia com o Mercosul. E que buscará aprofundar essas negociações em Roma.

Colômbia

A CRE também aprovou a indicação do diplomata Julio Glinternick Bitelli para a chefia da representação brasileira em Bogotá, na Colômbia. Ele ressaltou que o país sul-americano pode entrar em uma nova fase de sua história, com a assinatura de acordos de paz com as guerrilhas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN).

O diplomata ressaltou também que buscará aprofundar as negociações já existentes visando a assinatura de acordos comerciais entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico, bloco do qual a Colômbia faz parte. Frisou ainda que hoje a Colômbia é a terceira maior economia da América do Sul, com um crescimento sustentável.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)