Jorge Viana diz que Dilma está sofrendo um golpe parlamentar

Da Redação | 09/08/2016, 20h52

O senador Jorge Viana (PT-AC) afirmou no plenário do Senado que os senadores estão escrevendo, nesta terça-feira (9), “uma das páginas mais tristes” dos quase 200 anos de história do Senado Federal. Ele disse que a presidente afastada Dilma Rousseff está sofrendo um “golpe parlamentar”, pois não há provas de que ela tenha cometido qualquer tipo de crime que justifique o impeachment.

Para o senador, o Brasil está vivendo uma “marcha da insensatez” e que o “golpe parlamentar” contra Dilma está “ferindo de morte” a democracia brasileira. Ele afirmou que foram os governos do PT que trouxeram a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas para o Brasil, que tiraram o país do mapa da fome da ONU, que tiraram dezenas de milhões da miséria e colocaram os pobres para viajar de avião e cursar faculdades.

O parlamentar acrescentou que os favoráveis ao impeachment nunca aceitaram que Luiz Inácio Lula da Silva, um retirante nordestino, venceu na vida, virou presidente e se tornou um líder mundial.

— Para eles, favelado não é vencedor, pobre é vergonha — disse o senador ao citar a primeira medalha de ouro do Brasil na Olimpíada Rio 2016, conquistada pela judoca Rafaela Silva, que cresceu na Cidade de Deus, favela do Rio de Janeiro.

Jorge Viana pontuou que a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, não significa que o tribunal esteja chancelando o impeachment. Ele explicou que a lei do impeachment é de 1950, quando o presidente do Senado era também vice-presidente da República. Por isso, os legisladores da época incluíram o presidente do STF no processo, pois o presidente do Senado, como vice-presidente, não poderia presidir o julgamento com isenção.

O senador disse ainda que dezenas de senadores foram ministros de Dilma e Lula. Ele desafiou esses parlamentares a apontarem “alguma mancha” ou algum ilícito da presidente afastada.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)